Empilhadeira de grande porte: big truck e reach stacker
Empilhadeira de grande porte em resumo: Empilhadeira de grande porte é o equipamento para cargas grandes e pesadas, como bobinas de aço e contêineres. Há dois tipos principais. O big truck usa garfos e torre, como uma contrabalançada, e movimenta até 52 toneladas. O reach stacker usa lança telescópica e garra, levanta até 50 toneladas e empilha em profundidade.
Algumas movimentações exigem equipamentos diferentes por causa do tamanho, do formato ou do peso da carga. Quando o material é muito grande e pesado, uma empilhadeira comum pode não bastar. Nesse caso, entra a empilhadeira de grande porte, com características próprias na elevação, no garfo e, principalmente, na capacidade de carga.
Dois tipos atendem essa movimentação: o big truck e o reach stacker. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como cada um funciona e onde ele rende mais.
Big truck: a empilhadeira de grande porte com garfos
O big truck é um equipamento robusto. Ele pode movimentar até 52 toneladas e, por isso, serve bem para cargas gerais, placas, bobinas de aço e produtos siderúrgicos. Além disso, movimenta e empilha contêineres de até 20 pés.
O sistema de elevação usa garfos e torres, assim como as empilhadeiras contrabalançadas. Os modelos apresentados no artigo são movidos a diesel, com transmissão hidrostática ou power shift. Porém, há versões a GLP nas faixas menores. Alguns trazem garfo do tipo spreader, ou seja, um garfo largo que acomoda o contêiner.
Recursos que ampliam o uso
- Acessórios customizáveis, pois eles levam o big truck para outros ambientes além dos portos.
- Movimentação multidirecional, porque ela permite levar cargas longas em corredores estreitos.
- Tecnologia embarcada e dispositivos de segurança, sobretudo nos modelos mais recentes.

Reach stacker: a empilhadeira de grande porte para contêineres
O reach stacker trabalha principalmente em portos, na movimentação de contêineres carregados. Em vez de garfos, ele usa uma garra presa a uma lança telescópica, assim como alguns guindastes. Por isso, tem mais flexibilidade e consegue empilhar em maior profundidade, em duas fileiras.
A capacidade de elevação chega a 50 toneladas em contêineres de 40 pés. Em altura, é possível empilhar até sete contêineres na primeira fileira. Além disso, há modelos específicos para contêineres vazios e outros para cheios, e alguns alcançam até três profundidades.

Big truck ou reach stacker: como comparar
A tabela resume as diferenças que a revista apontou entre as duas famílias de empilhadeira de grande porte.
| Característica | Big truck | Reach stacker |
|---|---|---|
| Capacidade de carga | Entre 10 t e 52 t | Entre 40 t e 50 t |
| Sistema de elevação | Garfos e torre, como a contrabalançada | Lança telescópica, como alguns guindastes |
| Flexibilidade | Boa, sobretudo nos modelos multidirecionais, mas limitada em profundidade | Alcança contêineres em maior profundidade |
| Tendência | Cresce em outros ambientes além dos portos | Cresce em terminais portuários e de contêineres |
Quando escolher cada empilhadeira de grande porte
Se a operação mistura bobinas, placas, cargas gerais e alguns contêineres, o big truck oferece mais versatilidade. Por outro lado, se o foco é empilhar muitos contêineres cheios num pátio, o reach stacker tira proveito da lança e da profundidade de empilhamento. Dessa forma, o tipo de carga e o arranjo do pátio decidem a escolha.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
Big truck e reach stacker resolvem o mesmo problema de formas diferentes. Em resumo, um usa garfos e versatilidade, enquanto o outro usa lança e alcance. Portanto, comparar capacidade, tipo de carga e arranjo do pátio é o caminho para escolher bem a empilhadeira de grande porte.
Conteúdos complementares recomendados
- Empilhadeiras: Os fundamentos do equipamento mais comum da movimentação.
- Como selecionar uma empilhadeira: Os critérios para a escolha.
- Uso correto de empilhadeiras: Segurança e produtividade na operação.
