Entrega direta às lojas (EDL): como montar o modelo
Entrega direta às lojas em resumo: A entrega direta às lojas (EDL) é uma rede em circuito fechado que sai do armazém do fabricante de bens de consumo, passa por várias lojas e volta à origem. Ela substitui atacadistas e distribuidores. Para funcionar, exige perfil da demanda, roteirização, prevenção de perdas, comprovante eletrônico e melhoria contínua.
No varejo atual, velocidade é o nome do jogo. O segredo para ganhar velocidade e girar mais o estoque é um reabastecimento eficiente e econômico. Por isso, muitos fabricantes de bens de consumo passaram a usar a entrega direta às lojas.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, explica como funciona o modelo, quando ele faz sentido e como implantá-lo.
O que é a entrega direta às lojas
Em geral, a rapidez com que os produtos saem das prateleiras depende de muitos fatores. Entre eles estão a preferência do consumidor, as promoções e o reconhecimento da marca.
Por isso, nos últimos anos, muitos fabricantes adotaram o modelo de EDL como alternativa às redes de atacadistas e distribuidores. Assim, ele cria uma rede em circuito fechado. Ou seja, o veículo sai do armazém do fabricante, para em várias lojas e depois volta ao ponto de origem.

Quando usar a entrega direta às lojas
Então, sua empresa pode ser uma boa candidata se a cadeia tiver estes requisitos:
- Primeiro, o controle das entregas é muito importante para evitar desvio de produto ou desperdício.
- Em segundo lugar, as lojas têm almoxarifados pequenos, que não comportam excesso de estoque e exigem reposições frequentes.
- Também o contato direto com o varejista é crucial, porque o motorista intermedeia essa relação.
- Da mesma forma, a falta na prateleira custa a venda: se o refrigerante de uma marca falta e o do concorrente está lá, o consumidor leva o concorrente.
- Além disso, a segurança contra furtos é um problema, sobretudo em produtos de alto valor, como tabaco, álcool e joias.
Cinco dicas para implantar o modelo
| Dica | O que fazer |
|---|---|
| 1. Crie o perfil da demanda | Entenda quem são os varejistas e qual é o volume exato de pedidos; esse talvez seja o elemento mais crítico |
| 2. Crie a rota das entregas | Considere padrões de tráfego, limites de velocidade, distâncias, tempos e horas de serviço dos motoristas |
| 3. Previna perdas | Além de GPS e câmeras, treine os motoristas para identificar comportamentos suspeitos |
| 4. Capture o comprovante de entrega | Use dispositivos portáteis para a prova eletrônica, o que encurta o ciclo do pedido à entrega |
| 5. Busque a melhoria contínua | Parta de uma linha de base e meça as melhorias pela economia de custos e pelo ganho de eficiência |
Assim, o perfil da demanda e a rota formam a base do modelo. Em seguida, a prevenção de perdas e o comprovante eletrônico dão controle à operação. Por fim, a melhoria contínua mostra se a rede está ficando mais eficiente.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A entrega direta às lojas troca intermediários por um circuito fechado entre o armazém do fabricante e o varejo. Ela faz sentido quando as lojas têm pouco espaço, a falta na prateleira custa caro e o controle das entregas é crítico. Em resumo, conhecer a demanda e planejar a rota são os primeiros passos.
Conteúdos complementares recomendados
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- Milk run: A coleta programada em circuito, no sentido inverso.

