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Série Armazenagem

Escolha de equipamentos de movimentação: distância, fluxo e layout

Por IMAM em 13 de outubro de 2026
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre escolha de equipamentos de movimentação
5 minutos para ler

Escolha de equipamentos de movimentação em resumo: Escolha de equipamentos de movimentação parte de duas variáveis: a distância do trajeto e a intensidade do fluxo. Elas definem quatro categorias, de equipamentos simples de movimentação a transportadores complexos. Além disso, o custo por unidade cresce com a distância, e o arranjo físico, definido pelo método de estocagem, determina as distâncias a percorrer.

Duas variáveis guiam a escolha de equipamentos de movimentação: a distância do trajeto e a intensidade do fluxo de material. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como elas apontam o equipamento certo e como o arranjo físico entra nessa conta.

Distância e intensidade na escolha de equipamentos de movimentação

Combinadas, essas duas variáveis formam quatro categorias de equipamentos. Em seguida, a tabela mostra cada uma com um exemplo do PDF.

CategoriaDistânciaIntensidadeExemplo
Movimentação simplesCurtaBaixaTranspaletes manuais
Movimentação complexaCurtaAltaTransportadores contínuos de rolos
Transporte simplesLongaBaixaRebocadores e carretas industriais
Transporte complexoLongaAltaTransportadores contínuos de correia
Ilustração do artigo sobre escolha de equipamentos de movimentação, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Custo por unidade e distância

Ao escolher, lembre que o custo por unidade movimentada depende da distância. Quanto mais longe um palete ou uma caixa vai, mais ele custa. Além disso, considere o custo total antes mesmo de o produto dar os primeiros passos.

Alguns equipamentos são fáceis de carregar e descarregar, mas encarecem ao percorrer a distância. É o caso dos pequenos e manuais, com pouca carga útil. Outros custam mais para carregar e descarregar. Contudo, como andam mais rápido, levam mais carga e costumam ser mecanizados, têm custo total menor à medida que a distância aumenta.

Por exemplo, compare uma empilhadeira manual movendo caixas com uma empilhadeira contrabalançada movendo paletes na expedição. Para movimentos esporádicos e curtos, a manual é boa opção, pois é simples e fácil de operar. Já a contrabalançada reduz o custo por unidade nas longas distâncias, embora pegar um palete seja mais lento que pegar uma caixa. Por isso, se todas as movimentações de uma instalação ampla usarem o mesmo equipamento, algo provavelmente sairá errado.

Intensidade do fluxo na escolha de equipamentos de movimentação

Analise a intensidade e a frequência das movimentações em cada trajeto do armazém. Quanto maior o volume num trajeto repetitivo, mais se justifica investir em equipamentos sofisticados ou automatizados. Por outro lado, se o trajeto tem pouca intensidade, os métodos manuais podem ser mais econômicos.

Assim, num trajeto pouco usado, empilhadeiras podem ser adequadas, conforme a distância. Mas se os funcionários percorrem o mesmo caminho o dia inteiro, por exemplo da prateleira de caixas até a área de espera, considere um transportador contínuo ou um veículo automaticamente guiado. Afinal, não faz sentido pagar um operador sentado numa empilhadeira o dia todo no mesmo trajeto.

Arranjo físico e escolha de equipamentos de movimentação

Determine os métodos de estocagem antes de projetar ou mudar o arranjo físico. O método de estocagem define as necessidades de espaço, que moldam o arranjo. Por sua vez, o arranjo influencia a movimentação, porque é dele que surgem as distâncias. Ou seja, tudo está interligado.

Cinco informações para o arranjo físico

Essas informações valem para cada área do prédio, como recebimento, separação e expedição:

  • Produto ou material: nas áreas de estocagem e separação, são os itens do estoque. Já no recebimento, é o pedido de entrada e, na expedição, o pedido do cliente.
  • Quantidade: a taxa ou a velocidade do fluxo e quanto produto há disponível a cada momento.
  • Roteirização ou processo: a sequência das operações e os métodos de movimentação e estocagem. Por isso, minimize as distâncias nos trajetos de maior intensidade.
  • Serviços de apoio: manutenção, carga de baterias e utilidades, além de escritórios, salas de descanso, banheiros e área para motoristas.
  • Tempo: sazonalidade, picos, tempos de processo e horários. Por exemplo, dá para estocar num turno e separar em outro.

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

A escolha de equipamentos de movimentação depende de quanto e de quão longe o material se move. Em resumo, cruze distância e intensidade, considere o custo por unidade e defina antes o método de estocagem e o arranjo físico. Assim, você evita gargalos e acúmulos e garante qualidade e produtividade.

Conteúdos complementares recomendados

  • Custo de deslocamento por metro: Quanto custa mover um palete com cada equipamento.
  • Rebocadores e carretas: Uma opção para trajetos longos.
  • Princípios do layout de um armazém: Como o arranjo físico afeta a operação.
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