Filosofia just in time: por que o fim do JIT não faz sentido
Fim do just in time em resumo: Para o autor, o just in time não é técnica, metodologia nem estratégia, mas uma filosofia de gestão que atende a demanda no tempo certo, na quantidade certa, na qualidade esperada e com o mínimo de perdas. Por isso, as matérias de 2020 e 2021 sobre o fim do JIT refletem, segundo ele, falta de conhecimento em riscos e contingência.
É sempre a mesma história…
As empresas mais competitivas possuem profissionais que já entenderam há anos que JUST-IN-TIME não é uma técnica, nem uma metodologia, muito menos uma estratégia… Por isso que estes profissionais estão torcendo muito para que empresas concorrentes abandonem a filosofia “JIT”.
“Como uma filosofia de gestão que visa atender a demanda (clientes) no tempo certo, na quantidade certa, na qualidade esperada e com o mínimo de PERDAS pode morrer?”
Eu nem vou citar artigos nacionais (vejam alguns exemplos a seguir), mas é impressionante como a falta de conhecimento, seja na gestão de riscos da Cadeia de Suprimentos, Planos de Contingência, em Tecnologia, nas relações com Fornecedores da Cadeia de Suprimentos etc. levam muitos profissionais a refletirem sobre a possibilidade de solucionar o problema por meio da volta ao passado. Meu Deus…
Sr. Taiichi Ohno, fique tranquilo! Apesar da onda de insensatez ser grande, existem muitos profissionais que compreendem muito bem a filosofia “JIT” e certamente estão utilizando o conhecimento disponível atualmente para continuar operando com Excelência Operacional na busca da competitividade.

Seguem as matérias que valem ser conferidas para entender a onda de questionamentos…
15/06/2021 – “CFOs question just-in-time supply chains”
03/05/2021 – “Auto Makers Retreat From 50 Years of ‘Just in Time’ Manufacturing”
05/03/2021 – “The End of the Just in Time Supply Chain Method”
23/03/2020 – “Coronavirus may mean the end of just-in-time, as we know it”
Enfim… o que eu acho bem inspirador no “Jogo da Competitividade” é: para uma empresa ser competitiva, pouco importa como ela vencerá os desafios que aparecem pelo caminho, desde que ela esteja um passo na frente dos concorrentes. Portanto, reflita…
Não deixe de ler também o porque alguns estão sempre na frente de outros…
02/06/2021: “Toyota premia fornecedores e contorna a falta de componentes”
Vamos em frente…
Veja também: A Hora Certa!
As matérias que questionaram o just in time
Em resumo, as matérias citadas no post, de 2020 e 2021:
| Data | Matéria |
|---|---|
| 23/03/2020 | Coronavirus may mean the end of just-in-time, as we know it |
| 05/03/2021 | The End of the Just in Time Supply Chain Method |
| 03/05/2021 | Auto Makers Retreat From 50 Years of ‘Just in Time’ Manufacturing |
| 15/06/2021 | CFOs question just-in-time supply chains |
| 02/06/2021 | Toyota premia fornecedores e contorna a falta de componentes (o contraponto do autor) |
📚 Conteúdos complementares recomendados
- Aqui jaz o just in time?: Além disso, outra leitura sobre o suposto fim do JIT.
- Da filosofia just in time ao just think: A evolução das cadeias de suprimentos.
- A hora certa: Por fim, o artigo indicado pelo autor.
Perguntas frequentes sobre a filosofia just in time
Just in time é uma filosofia de gestão que busca atender a demanda dos clientes no tempo certo, na quantidade certa, na qualidade esperada e com o mínimo de perdas. Para o autor, não se trata de uma técnica, nem de uma metodologia, nem de uma estratégia isolada, mas de uma forma de pensar toda a operação.
A expressão em inglês significa no momento certo, ou na hora certa. A filosofia, ligada ao Sistema Toyota de Produção e a Taiichi Ohno, propõe produzir e entregar apenas o necessário, quando necessário, eliminando desperdícios ao longo do fluxo e evitando estoques que não agregam valor ao cliente.
Não. A partir de 2020, matérias da imprensa internacional passaram a questionar o fim do just in time diante da falta de componentes. Para o autor, o problema não está na filosofia, e sim na falta de conhecimento em gestão de riscos da cadeia de suprimentos, planos de contingência, tecnologia e relação com fornecedores.
Continuam usando a filosofia e o conhecimento disponível para operar com excelência operacional. O autor cita o caso de 2021 em que a Toyota premiou fornecedores e contornou a falta de componentes. Para ele, o que importa no jogo da competitividade é a empresa estar um passo à frente dos concorrentes.
Por: Eduardo Banzato
