Gemba Kaizen – Melhorias Contínuas
Dez anos após escrever o “best-seller” Kaizen – A Estratégia para o Sucesso Competitivo, publicado no Brasil pela IMAM Editora, o mesmo autor: Masaaki Imai, que já ministrou palestras no Japão aos integrantes das Missões de estudos da IMAM e esteve por duas vezes no Brasil proferindo seminários, escreve seu livro: Gemba Kaizen.
Gemba é a palavra japonesa para o lugar onde o trabalho realmente acontece: a linha de produção, o armazém, a doca, o posto de atendimento. Gemba kaizen é a proposta de conduzir a melhoria contínua a partir desse lugar, com quem executa, e não a partir da sala de reunião com relatório. A diferença não é de estilo: quem melhora o processo olhando relatório corrige o número; quem vai ao gemba vê a espera, o deslocamento desnecessário e o improviso que o relatório não registra, porque nenhum sistema mede o que ninguém apontou.
Da proposta decorrem três regras práticas que dão nome ao método. Primeira: quando surgir um problema, vá ao gemba antes de decidir. Segunda: verifique os objetos concretos, a máquina, o material, a peça defeituosa, e não a descrição deles. Terceira: tome a contramedida provisória no local, e só depois procure a causa raiz, para que a operação não fique parada esperando a análise. É por isso que gemba kaizen costuma produzir resultado rápido em operações que já tentaram programas de melhoria sem sair do escritório.
Além do autor ter disseminado o conceito Kaizen no Ocidente desde a década de 1980, ele introduziu a palavra Gemba, que a princípio foi interpretado como “piso de fábrica”, pois a maioria das aplicações estavam relacionados ao Sistema Just-in-time, que depois veio a denominar-se Sistema Toyota de Produção, uma filosofia que os americanos rebatizaram como Manufatura Enxuta, devido aos estudos do sistema de gestão japonês e a publicação do livro A “Máquina que Mudou o Mundo”, cuja base esta na eliminação do que não adiciona valor ao produto ou serviço, as perdas (são sete as principais). Mas Masaaki Imai afirma que são milhares, pois atrás do conceito de melhorias continuas está a filosofia de “um constante estado de insatisfação com o “status quo”.

É isto que esta descrito neste segundo livro, onde o autor comenta de experiências de anos em empresas japonesas e ocidentais.
Implementar a filosofia de sempre mudar para o melhor. Não importa a atividade e se a mudança é pequena ou grande, o importante é mudar, todos os dias, não se acomodando.
Mesmo que você siga rigorosos procedimentos padronizados numa incansável rotina, você pode e deve alterar para melhor, mais rápido, mais seguro etc.
Isto é uma mudança de atitude que inicia em seu despertar e dai surgem lampejos que iluminam suas ideias. Não se limite a continuar com sua higiene corporal. Sua mente esta repleta de ideias que, foram arquivadas em seu cérebro durante os dias anteriores ou durante a ultima noite. Lembre-se que uma parte de nosso cérebro não dorme enquanto estamos vivos.
Anote para não esquecer e pratique isto com uma filosofia indo além da sua crença religiosa.
Este espírito de mudanças (para melhor) esta acompanhado de centenas de técnicas que ajudam você resolver problemas ou melhor atacar a causa de dos futuros problemas, enquanto ainda são oportunidades.
Conheça e aplique metodologia do Gemba Kaizen, não importa o local nem a hora, faça acontecer.
Eis alguns capítulos que te ajudarão a mudar seu modo de viver:
- Controle Visual
- Alicerce da casa Gemba
- Gemba Kaizen em dois dias ou uma semana
- Estudos de casos de empresas japonesas e ocidentais

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A formulação tem autor e data. Masaaki Imai apresentou o kaizen ao Ocidente em Kaizen: The Key to Japan’s Competitive Success, de 1986, que se tornou um best-seller e fixou a palavra no vocabulário corporativo. Onze anos depois, em 1997, publicou Gemba Kaizen: A Commonsense, Low-Cost Approach to Management pela McGraw-Hill, e é essa segunda obra que desloca o foco do conceito para o local de trabalho, reunindo práticas de gestão aplicadas onde a ação ocorre. A escolha do subtítulo diz muito sobre a proposta: low-cost, ou de baixo custo, porque a maior parte das melhorias de gemba não depende de investimento, e sim de enxergar o desperdício que já está lá. No Brasil, a obra de Imai foi publicada pela IMAM Editora, o que coloca este blog em posição incomum na internet brasileira sobre o assunto: falar de gemba kaizen a partir de quem editou o autor, e não a partir de quem o resumiu.
Melhoria no relatório e melhoria no gemba
| Critério | Melhoria conduzida do escritório | Gemba kaizen |
|---|---|---|
| Ponto de partida | Indicador que piorou | Observação direta do trabalho |
| O que se enxerga | O resultado do processo | A espera, o improviso e o deslocamento que ninguém aponta |
| Quem participa | Gestão e áreas de apoio | Quem executa a tarefa, com a gestão presente |
| Velocidade da primeira ação | Depois da análise | Contramedida provisória no local, análise em seguida |
| Investimento típico | Projeto, sistema ou equipamento | Baixo: organização, sequência e padrão |
| Risco | Corrigir o número sem mudar o processo | Parar na contramedida e não buscar a causa raiz |
Gemba é o lugar onde o trabalho acontece: linha, armazém, doca, posto de atendimento. Gemba kaizen é conduzir a melhoria contínua a partir desse lugar, com quem executa, em vez de conduzi-la da sala de reunião com relatório. A proposta foi formulada por Masaaki Imai no livro Gemba Kaizen, de 1997.
Kaizen é o princípio da melhoria contínua, em pequenos passos e com participação de todos. Gemba kaizen é a aplicação desse princípio no local de trabalho, com regras próprias de condução: ir ao local quando surge o problema, verificar os objetos concretos, tomar contramedida provisória ali e só depois investigar a causa raiz.
É o autor que apresentou o kaizen ao Ocidente com Kaizen: The Key to Japan’s Competitive Success, de 1986, e aprofundou a aplicação no local de trabalho com Gemba Kaizen: A Commonsense, Low-Cost Approach to Management, publicado pela McGraw-Hill em 1997. No Brasil, sua obra foi publicada pela IMAM Editora.
Por ir ao local e observar uma tarefa inteira, do começo ao fim, sem interromper e sem sugerir nada durante a observação. O que aparece nessa primeira ida costuma ser suficiente para semanas de melhoria: material longe de quem usa, conferência repetida, espera por autorização, ferramenta compartilhada entre postos distantes. Nenhum desses itens aparece em relatório.
Em geral não, e é justamente esse o argumento do subtítulo do livro, que fala de uma abordagem de baixo custo. A maior parte das melhorias de gemba está em sequência de tarefa, organização do posto, padrão de trabalho e proximidade entre quem usa e o que é usado. Investimento entra depois, quando o processo já foi simplificado, para não automatizar o desperdício.
Serve, e a tradução é direta: o gemba do armazém é a doca, o corredor e a estação de separação. Espera de veículo na doca, deslocamento para buscar item mal endereçado, reconferência do que já foi conferido e retrabalho de embalagem são desperdícios de gemba tanto quanto os da linha de produção, e respondem às mesmas três regras de condução.
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