5 Boas Estratégias Para Reduzir Custos Operacionais na Sua Empresa
Reduzir custo operacional e cortar custo são coisas diferentes, e confundi-las é o motivo pelo qual tanta economia anunciada não aparece no resultado do trimestre seguinte. Cortar é remover recurso: menos gente, menos frota, menos estoque. Funciona rápido e costuma voltar em outro lugar, como hora extra, frete de urgência, avaria e retrabalho. Eliminar desperdício é remover atividade que consome recurso sem entregar valor ao cliente, e esse ganho fica, porque a atividade removida não volta sozinha.
A pergunta prática, então, não é quanto cortar, e sim onde procurar. E há um roteiro pronto para isso, vindo do Sistema Toyota de Produção, que classifica os desperdícios em tipos com nome próprio. A vantagem de usar essa lista em vez de olhar a planilha de despesas é direta: a planilha mostra onde o dinheiro sai, e a lista mostra por que ele saiu. Duas empresas com o mesmo gasto de frete podem ter causas opostas, uma por rota mal desenhada e outra por produzir antes da hora e precisar escoar.
A redução do custo operacional é um dos principais fatores de preocupação na gestão das empresas. Quanto menor os custos, melhor serão os resultados financeiros do negócio; contudo é preciso ter muito cuidado com na hora de definir as estratégias para alcançar esses benefícios.
É fundamental que o gestor responsável faça um bom planejamento para identificar os processos envolvidos de forma correta e desenvolva plano de ações mais eficiente e adequado para a realidade da organização.
Mas, afinal, como fazer isso? É o que vamos explicar neste post, por meios das 5 estratégias a seguir. Confira!
1. Capacitação dos funcionários
A capacitação dos funcionários é uma tática muito efetiva na preparação dos profissionais para assumirem responsabilidades maiores e mais impactantes para o negócio.
A oferta de cursos e treinamentos ajuda a manter os times atualizados em relação às melhores práticas do mercado e ainda aprofunda conhecimentos técnicos essenciais para melhorar os resultados das atividades de rotina, além de motivar os participantes
É importante ressaltar que essa deve ser uma prática contínua. Contar com o apoio de uma instituição de confiança com boa reputação e experiência, faz toda a diferença na qualidade do conteúdo oferecido frente às necessidades específicas do negócio.
2. Centralização do controle logístico
A concentração da gestão logística em um único lugar ajuda a manter um controle mais efetivo e ao mesmo tempo abrangente de todos os detalhes operacionais. Isso permite uma visão geral da situação e a identificação mais rápida e certeira de qualquer problema que afete o bom andamento das atividades do setor.
Assim, as ações de correção e prevenção são aplicadas de forma muito mais ágil e eficiente, gerando redução de perdas e prejuízos e, consequentemente, um menor custo operacional para o negócio.
3. Racionalização das rotinas de entrega
As rotinas de entrega são o coração de uma operação logística. Quando feitas de forma racionalizada, ou seja, devidamente planejadas, elas geram redução dos custos e nos tempos dos processos.
Por isso, invista em sistemas de gestão de rotas que auxiliem na definição de planos de transporte mais otimizados e eficientes.
4. Monitoramento das contratações de frete
O acompanhamento constante e de forma mais aproximada evita surpresas desagradáveis e contribui para uma gestão mais consciente dos processos.
Nesse sentido, é fundamental se manter a parte de todas as negociações e valores envolvidos em cada uma delas para garantir a segurança e confiabilidade dos acordos firmados. Não se esqueça de que o preço é apenas um componente do custo total. Nem sempre o menor preço proporcionará o menor custo.
5. Automatização dos processos
Por fim, o uso da tecnologia é um fator essencial para quem busca melhorias operacionais para a empresa. A automatização dos processos torna a rotina mais ágil, além de evitar desvios e erros comuns em tarefas de execução e controle manuais.
As ações podem ser aplicadas tanto por meio de equipamentos mais modernos e autônomos quanto no uso de sistemas mais robustos e integrados.
Existem diversas formas de obter um custo operacional menor em sua empresa. O ponto de partida é estar a par das melhores práticas do mercado e manter gestores e equipes sempre prontos para oferecerem o melhor de si.
Adote as estratégias listadas neste post e veja a melhoria dos resultados na sua organização!
Se você gostou deste conteúdo e quer saber um pouco mais sobre a implementação de melhorias, confira, neste outro artigo, os 5 erros que você deve evitar no processo logístico.
Temas: reduzir custos
Cortar é remover recurso: gente, frota, estoque. Dá resultado rápido e costuma reaparecer como hora extra, frete de urgência, avaria e retrabalho. Reduzir custo operacional, no sentido que sustenta o ganho, é eliminar atividade que consome recurso sem entregar valor ao cliente. Essa atividade, uma vez removida, não volta sozinha.
Segundo a classificação de Taiichi Ohno, do Sistema Toyota de Produção: superprodução, espera, transporte, processamento excessivo, estoque, movimentação e defeitos. A literatura posterior acrescentou um oitavo, o desperdício do potencial humano, que é deixar de usar o conhecimento de quem executa o trabalho.
A superprodução, porque ela gera os outros. Produzir antes do necessário cria estoque; o estoque exige transporte e espaço; o material parado sofre avaria e vira defeito. Por isso ela é considerada o pior dos sete: atacá-la derruba custos que aparecem em rubricas diferentes da planilha e que, olhados isoladamente, pareceriam problemas independentes.
Pelo fluxo, não pela planilha. A planilha mostra onde o dinheiro sai, e o fluxo mostra por quê. Caminhar o processo do recebimento à expedição, anotando espera, retrabalho e movimentação, costuma revelar em uma manhã causas que meses de análise de rubrica não explicam. A planilha entra depois, para dimensionar o que foi encontrado.
Não. Reduzir estoque sem tratar a causa que o justificava troca custo de capital por custo de falta: ruptura, frete de urgência e perda de venda. O estoque é sintoma, e frequentemente o mais visível de todos. A redução sustentável vem de encurtar e estabilizar o prazo de reposição, o que permite baixar o estoque de segurança sem elevar o risco.
Reduz quando aplicada a um processo que já foi simplificado, e amplifica o desperdício quando aplicada antes. Automatizar uma conferência desnecessária torna a empresa mais rápida em fazer o que não precisava ser feito, com o custo adicional do sistema. A ordem que funciona é eliminar, simplificar e só então automatizar o que sobrou.
A classificação vem de Taiichi Ohno, engenheiro da Toyota e principal formulador do Sistema Toyota de Produção, e nomeia sete desperdícios: superprodução, produzir mais ou antes do necessário; espera, tempo ocioso de pessoa ou máquina; transporte, movimentação desnecessária de material entre etapas; processamento excessivo, fazer mais do que o cliente pede ou percebe; estoque, material parado que esconde problema de processo; movimentação, deslocamento desnecessário de pessoas no posto de trabalho; e defeitos, produzir errado e ter de refazer. A literatura posterior acrescentou um oitavo, o desperdício do potencial humano, que é deixar de usar o conhecimento de quem faz. O ponto que interessa a quem quer reduzir custo é a hierarquia entre eles: a superprodução é considerada o pior, porque gera os outros. Produzir antes do necessário cria estoque, o estoque exige transporte e espaço, o material parado sofre avaria e vira defeito. Atacar a superprodução derruba vários custos que aparecem em rubricas diferentes da planilha.
Onde procurar o custo: os desperdícios e onde eles aparecem
| Desperdício | Como se manifesta na operação | Onde aparece na planilha | Por onde atacar |
|---|---|---|---|
| Superprodução | Produzir antes ou além do pedido | Estoque, armazenagem, frete de escoamento | Programação puxada pela demanda real |
| Espera | Máquina parada, veículo na fila da doca | Hora extra, diária de motorista, ociosidade | Agendamento de doca e balanceamento |
| Transporte | Material atravessando o armazém sem necessidade | Combustível, manutenção de empilhadeira | Layout e endereçamento por giro |
| Processamento excessivo | Embalagem, conferência ou relatório que ninguém usa | Material de embalagem, mão de obra indireta | Perguntar quem usa cada saída do processo |
| Estoque | Material parado, cobertura acima do necessário | Capital de giro, obsolescência, seguro | Ponto de pedido e estoque de segurança calculados |
| Movimentação | Operador andando para buscar ferramenta ou item | Produtividade baixa por hora trabalhada | Organização do posto e picking por rota |
| Defeitos | Avaria, erro de separação, devolução | Retrabalho, frete de devolução, perda | Causa raiz, não inspeção adicional |
Gestão Estratégica de Custos e Preços
Carga horária: 16 horas
Capacitação prática com especialistas de mercado
VER DETALHES DO CURSO →Por: IMAM

