Gerenciamento da cadeia de suprimentos: 8 regras práticas
Gerenciamento da cadeia de suprimentos em resumo: Gerenciamento da cadeia de suprimentos é o processo que integra, coordena e controla os fluxos de materiais, informações e dinheiro entre fornecedores, empresa e clientes. Ele envolve compras, fabricação, movimentação e vendas. Oito regras orientam o trabalho, a começar por arrumar a casa antes de integrar os parceiros.
A cadeia de suprimentos liga todas as atividades entre fornecedores e clientes até o consumidor. Portanto, o gerenciamento da cadeia de suprimentos envolve compras, suprimentos, fabricação, movimentação e vendas. Em outras palavras, ele integra, coordena e controla os fluxos de materiais, informações e dinheiro.
No entanto, quando se explica o tema, surge sempre a mesma pergunta: eu estou envolvido? Por isso, este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, reúne oito regras que respondem a essa dúvida.
As 8 regras do gerenciamento da cadeia de suprimentos
Em resumo, as regras vão da arrumação interna até o uso da informação em toda a rede. A tabela mostra a ideia central de cada uma.
| Regra | Ideia central |
|---|---|
| 1. Arrume a casa primeiro | Integrar as operações internas antes dos parceiros |
| 2. Estoque é assunto de todos | Examinar em conjunto onde e quanto estoque existe |
| 3. Equilíbrio entre custo e serviço | Buscar o ótimo com todos, inclusive o fornecedor do fornecedor |
| 4. Tempo é dinheiro | Lead times fixos e confiáveis valem mais do que curtos |
| 5. Os clientes são o negócio | A demanda direciona toda a cadeia |
| 6. Movimentação que agrega valor | Fluxos contínuos até o cliente |
| 7. Trocas compensatórias | Análise holística de todos os participantes |
| 8. A informação lubrifica a cadeia | Uso adequado da tecnologia da informação e comunicação |

Regras 1 a 4: a base do gerenciamento da cadeia de suprimentos
1. Arrume a casa primeiro. Muitas empresas começam trabalhando só com os fornecedores e clientes mais próximos. Entretanto, antes disso, devem garantir que todas as operações internas estejam integradas, coordenadas e controladas.
2. O estoque é de interesse comum. Os estoques incluem matéria-prima, subconjuntos, material em processo e produtos acabados. Porém, muitas vezes ficam em vários pontos da cadeia, controlados por participantes que trabalham de forma independente. Como resultado, sobra estoque ao longo da cadeia. Por isso, onde e quanto se mantém deve ser examinado em conjunto.
3. Busque o equilíbrio entre custo e serviço. O ponto ótimo só aparece com a colaboração plena de todos os participantes. Desse modo, os lead times caem e os custos e serviços totais melhoram em toda a rede. Para isso, porém, é preciso ir além do primeiro nível e analisar também o fornecedor do fornecedor.
4. Tempo é dinheiro. Fluxo de caixa, produtos e informações são cruciais. Além disso, lead times fixos e confiáveis importam mais do que a duração deles, afinal a incerteza é a mãe dos estoques. Mesmo assim, raramente se faz uma análise do lead time ao longo de toda a cadeia, com todos os participantes.

Regras 5 a 8: cliente, fluxo e informação no gerenciamento da cadeia de suprimentos
5. Os clientes são o negócio. A demanda do cliente direciona toda a cadeia. Por isso, é crucial descobrir o que o cliente valoriza e oferecer isso. Mas quem é o cliente? Na visão tradicional, é quem faz o pedido e paga a fatura. No entanto, se a próxima pessoa, processo ou operação for vista como cliente, uma única cadeia passa a ter muitas relações entre fornecedores e clientes.
6. Só a movimentação até o cliente agrega o valor final. Assim, essa movimentação, feita o mais rápido possível e com custos adequados, é o que realmente importa. Por isso, fluxos contínuos são preferíveis.
7. Faça trocas compensatórias. Existem muitas oportunidades de integração, coordenação e controle ao longo das redes. Em síntese, o caminho começa pela arrumação da casa e pelas funções internas e, em seguida, segue para as conexões externas, sempre com uma análise holística de todos os participantes.
8. A informação lubrifica a cadeia. As informações são necessárias em cada etapa e em todos os níveis de planejamento. Portanto, todas as partes dependem da tecnologia da informação e comunicação no planejamento, na operação, na administração e na gestão.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
Em suma, o gerenciamento da cadeia de suprimentos envolve todos, de dentro para fora da empresa. Assim, arrume a casa, trate o estoque e o lead time como temas comuns, foque no valor para o cliente e use bem a informação.
Conteúdos complementares recomendados
- Supply chain management: O conceito e os processos da gestão da cadeia.
- Visão holística da supply chain: Como olhar a cadeia como um todo.
- Gerenciamento dos estoques: Pontos práticos para controlar os estoques.

