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Supply Chain e Logística

Gerenciamento de estoque: princípios para aplicar no armazém

Por IMAM em 13 de outubro de 2026 • Atualizado em 16 de outubro de 2026
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre gerenciamento de estoque
5 minutos para ler
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Gerenciamento de estoque em resumo: O gerenciamento de estoque busca o equilíbrio entre estoque, serviço e risco. Ele parte da regra 80-20 de Pareto, entende os custos de manter o estoque, usa a classificação ABC, a contagem cíclica e o lote econômico. O estoque alto esconde problemas, e o baixo demais arrisca perder vendas.

Estoque é um ativo que ninguém deseja, mas que toda empresa precisa ter. Por isso, o gerenciamento de estoque é uma arte e uma ciência. Afinal, não dá para estocar tudo.

Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, reúne os princípios mais importantes e mostra como aplicá-los no armazém.

A regra 80-20 no gerenciamento de estoque

O economista italiano Vilfredo Pareto estudou a distribuição da riqueza na Itália no início do século 20. Ele observou que 80% da riqueza estava com 20% da população. Mais tarde, os analistas viram que o mesmo vale para o estoque. Assim, se 20% dos itens representam 80% da atividade, a empresa economiza tempo e dinheiro ao tratá-los de forma diferente.

O estoque garante que o cliente tenha o que quer, quando e onde quiser. Junto com a estatística, a lei de Pareto ajuda a calcular o risco da demanda incerta, do lead time e das interrupções. Para se proteger, a empresa usa o estoque de segurança. Porém, estoque alto demais corrói o lucro, e baixo demais faz perder vendas.

Ilustração do artigo sobre gerenciamento de estoque, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Os custos no gerenciamento de estoque

CustoO que inclui
CapitalO dinheiro parado no estoque, que não pode ser usado em outro lugar
EspaçoO valor do espaço de estocagem ocupado
ServiçoPreparação de pedidos, estocagem, seguro e controle
RiscoObsolescência, avarias, encolhimento e possível realocação

Imagine o estoque como a água de um rio e a empresa como um bote. Quando a água sobe, as pedras do lead time, da acurácia e da previsão somem de vista. Ou seja, o estoque alto esconde os problemas. Em contrapartida, quando o estoque cai, as pedras aparecem e viram perigo.

Ilustração do artigo sobre gerenciamento de estoque, do acervo técnico da IMAM (figura 2)

Conceitos de gerenciamento de estoque

  • Empurrar ou puxar: o sistema de empurrar força os produtos pela cadeia, enquanto o de puxar responde à demanda. Hoje, os dados dos pontos de venda facilitam puxar.
  • Postergação: a marca, a embalagem ou a montagem final só acontecem depois do pedido, como na tinta misturada na loja.
  • Sob pedido ou para estoque: na fabricação sob pedido, o lead time acumulado deve ser menor que o prazo do cliente. Já na fabricação para estoque, a previsão indica que o item venderá em prazo razoável.
  • Classificação ABC: em um armazém típico, os itens A podem ser 12% das linhas e 70% das transações. Por outro lado, os itens C podem ser 60% das linhas e só 5% das transações.
Ilustração do artigo sobre gerenciamento de estoque, do acervo técnico da IMAM (figura 3)

Acurácia e contagem cíclica no gerenciamento de estoque

Uma acurácia acima de 99% não só é possível, como também costuma ser necessária. Para isso, combine captura automática de dados no recebimento, por voz ou código de barras, com contagem cíclica e monitoramento do embarque.

Cada vez mais, a contagem cíclica substitui o inventário geral. Além de corrigir os registros, ela ajuda a achar as causas dos erros. Também não interrompe o atendimento, entrega resultados rápidos e conta mais vezes os itens mais ativos. Em geral, a frequência é de seis vezes por ano para os itens A, duas para os B e uma para os de menor giro.

Reposição e lote econômico

Decidir como repor exige analisar o custo de cada pedido, a demanda, o custo de manutenção, o valor unitário, o estoque mínimo, o lead time, a vida de prateleira e os descontos por quantidade. Para achar o lote econômico (EOQ), multiplique o custo do pedido pela demanda e dobre o resultado. Depois, divida pelo custo de manutenção vezes o custo unitário e tire a raiz quadrada.

No entanto, o EOQ diz quanto pedir, mas não quando. Para isso serve o ponto de repedido, que evita a falta antes da entrega. Para peças pequenas, há ainda o sistema de duas caixas. Já o just in time pede a quantidade exata, entregue na hora do uso.

Como avaliar o valor do estoque

Há quatro métodos comuns: LIFO, pelo custo da última unidade comprada; FIFO, pelo custo da primeira; média ponderada, pelo preço médio do ano anterior; e custeio padrão, definido pela gerência. Em épocas difíceis, a avaliação pode usar o valor de liquidação.

Seis dicas para o inventário anual

  1. Limpe o armazém, porque a organização indica a acurácia dos saldos.
  2. Conte antes do evento os 25% de menor giro e marque-os com etiqueta fluorescente.
  3. Congele os negócios na noite anterior e confira as transferências em aberto.
  4. Retire as etiquetas de separação impressas e marque com não contar o que não entrou no sistema.
  5. Monte as equipes antes: o experiente conta, e o principiante registra.
  6. Conte da estante para a folha, e não da folha para a estante.

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

O gerenciamento de estoque equilibra serviço, custo e risco. Para reduzir o investimento, pergunte se é possível prever melhor, aumentar a acurácia, pedir lotes menores com mais frequência e encurtar o lead time. Em resumo, a regra mais importante é olhar para a frente, e não pelo espelho retrovisor.

Conteúdos complementares recomendados

  • Inventário rotativo: A contagem cíclica em detalhe.
  • Estoque de segurança: Como dimensionar a proteção contra incertezas.
  • Guia de inventário de estoque: Um guia completo para controlar e otimizar o estoque.
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