Supply Chain e Logística
Aceleração na logística: como a pandemia acelerou a inovação nas entregas
Sumário executivoAceleração na logística em resumo: Segundo o autor, a pandemia de COVID 19 provocou uma aceleração na logística, que já avançava com o e-commerce. Assim, cresceram as entregas last mile de motocicleta, bicicleta e até drones, as dark stores e os armários inteligentes. Além disso, armazéns de carga unitizada viraram elefantes brancos e passaram ao picking de itens fracionados.
Há Males que vem para o Bem!
É notória a catástrofe que a pandemia do COVID 19 provocou no mundo inteiro (e ainda provoca em determinados países).
Mortes, busca das causas e campanhas de vacinação (até 4 doses) foram aplicadas na maior parte da população.
Mas não é sobre a pandemia ainda não totalmente domada que quero falar.
A partir de fevereiro de 2020, enquanto a doença não estava prognosticada, criou-se um temor na população em geral para preveni-la com o uso de máscaras, álcool gel (em tudo) e do outro lado, vacinas que podem ter sido não tão eficientes no começo mas, antes elas, que ajudaram a conter a pandemia, do que um “lockdown” geral.
A logística, motivada pela aceleração do e-commerce, já caminhava a passos largos e passou a dedicar-se de forma exponencial às entregas de refeições prontas por algumas redes de alimentação.
Entregas “last mile” com motocicletas, bicicletas e até drones etc. aceleraram…
Empresas reestruturaram suas lojas físicas (tornando-se um mostruário ou um ponto de “picking”) e aceleraram as “dark stores”, armários inteligentes e outras estratégia de atendimento ao cliente avançaram. O receio das entregas noturnas acabaram por se tornar um hábito.
O que era a máxima na Movimentação e Armazenagem de Materiais: “Estoque e movimente uma carga tão volumosa e adequada a capacidade de uma empilhadeira (carga unitizada)”, tornou alguns armazéns verdadeiros “elefantes brancos“ e muitos até reduziram seu tamanho, sublocando seus espaços em operadores logísticos ou reestruturando suas operações adequando-as ao “picking” de itens fracionados… o que que anteriormente só se praticava com caixas fechadas.
Isto tudo sem considerar as operações de e-commerce que acontecem em um ambiente virtual e nem se vê a mercadoria passar pelo CD – Centro de Distribuição.
Da concretização da venda, a “Nota Fiscal“ segue a um operador logístico que separa, reembala e expede até o cliente final em até 48 horas se for para vencer distâncias regionais, pois dentro da própria região a promessa é para o dia seguinte, se o pedido for colocado até as 12 horas do dia anterior. Hoje, o desafio está nas entregas no mesmo dia de qualquer produto, mesmo não sendo perecível.
E, além disso tudo, estamos a caminho da moldagem 3D em escala, onde um pedido (projeto), colocado em algum lugar do planeta, possa ser moldado (construído / “impresso”) na hora e em qualquer lugar!
Esta é a máxima para quem abandonou o estoque e entregas JIT (just in time) no advento da pandemia.
Parafraseando “Osborn”: A necessidade é a mãe da invenção seja de um produto, processo ou serviço!
* Reinaldo A. Moura: Criador e Fundador do Grupo IMAM em 1979 (Instituto IMAM, IMAM Editora e IMAM Consultoria) e Diretor Técnico das Missões de Estudo ao Japão. 50 anos de experiência profissional, em mais de 100 empresas. Pioneiro na introdução conceitos no Brasil, tais como: MAM, Intralogística, Kanban, Housekeeping/5S, TPS/JIT/Lean/Toc – Treinamento e Assessoria. Publisher da Revista LOGÍSTICA desde 1980 (300 edições). Formado em Engenharia Industrial (FEI), em Engenharia de Segurança do Trabalho (FEI) e mestrado em Engenharia de Produção (Poli-USP). Ex-professor universitário: FEI, UMC, Mackenzie, Mauá etc.
O que mudou na logística com a pandemia
Em resumo, as mudanças descritas no post:
| Frente | O que o post afirma |
|---|---|
| Entregas | Last mile com motocicletas, bicicletas e até drones; entregas noturnas viraram hábito |
| Lojas físicas | Viraram mostruário ou ponto de picking, com dark stores e armários inteligentes |
| Armazéns | Alguns reduziram de tamanho ou passaram ao picking de itens fracionados |
| Prazos | Até 48 horas entre regiões, dia seguinte na região e o desafio da entrega no mesmo dia |
Perguntas frequentes sobre a aceleração na logística
A logística, que já caminhava a passos largos com o e-commerce, passou a se dedicar de forma exponencial às entregas de refeições prontas. Entregas last mile com motocicletas, bicicletas e até drones aceleraram, lojas físicas viraram mostruários ou pontos de picking, e dark stores e armários inteligentes avançaram. As entregas noturnas viraram hábito.
Porque a máxima da movimentação e armazenagem era estocar e movimentar cargas unitizadas, do tamanho da capacidade de uma empilhadeira. Com a mudança, muitos armazéns reduziram de tamanho, sublocaram espaços a operadores logísticos ou reestruturaram as operações para o picking de itens fracionados.
Da venda, a nota fiscal segue a um operador logístico que separa, reembala e expede ao cliente final em até 48 horas para distâncias regionais. Dentro da própria região, a promessa é o dia seguinte, se o pedido for feito até as 12 horas do dia anterior.
As entregas no mesmo dia de qualquer produto, mesmo não perecível. Além disso, o autor cita a moldagem 3D em escala, em que um pedido feito em qualquer lugar do planeta possa ser construído na hora e em qualquer lugar. Como resume o post, a necessidade é a mãe da invenção.
Conteúdos complementares recomendados
- Logística no e-commerce: Além disso, o canal que puxou a aceleração.
- Last mile: Ou seja, a etapa das entregas ao cliente final.
- Logística no pós-pandemia: Por fim, o que ficou depois da crise.

