Metodologia dos quatro passos: otimização e simulação da cadeia
Metodologia dos quatro passos em resumo: Metodologia dos quatro passos é um roteiro para o planejamento estratégico da cadeia de suprimentos. Primeiro, otimiza a rede para o menor custo. Depois, otimiza as políticas de estoque, transporte e produção. Em seguida, simula o desempenho com tempo e variabilidade. Por fim, analisa riscos e cenários alternativos.
A metodologia dos quatro passos ajuda a planejar a cadeia de suprimentos de forma holística. Segundo o PDF, se todas as cadeias pudessem ser otimizadas, muitas empresas reduziriam os custos operacionais e logísticos totais em cerca de 25%. Além disso, manteriam ou até melhorariam o nível de serviço.
Por que usar a metodologia dos quatro passos
Para chegar lá, a empresa precisa de várias técnicas de modelagem, como otimização, simulação e otimização-simulação. Assim, a metodologia certa garante que cada técnica seja usada na hora e na sequência corretas. Afinal, quando se reprojeta uma unidade de negócio, um bom processo ajuda; quando são várias, ele é essencial.
Os problemas de planejamento envolvem produção, estoques, transporte, suprimentos e demanda. Por isso, examinar um aspecto isolado pode esconder a causa raiz, já que existem interdependências e trocas compensatórias. Por exemplo, num projeto da IMAM, a otimização da produção levou o rendimento global dos equipamentos (OEE) a 90%. Porém, ela aumentava custos de armazenagem e distribuição que ninguém avaliava.
Em geral, as decisões estratégicas mudam a estrutura da cadeia ou as suas políticas. A estrutura reúne produtos, locais, remessas, ativos de transporte, máquinas e pessoas. Já as políticas são as regras, como quanto estoque guardar em cada local e como reagir a um pedido. Em todos os casos, os dados de demanda guiam a análise.
| Passo | Objetivo | Técnica principal |
|---|---|---|
| 1. Otimizar a rede | Obter o menor custo ou o maior lucro | Otimização de rede |
| 2. Otimizar as políticas | Otimizar processos e reduzir custos operacionais | Otimização e simulação |
| 3. Simular o desempenho | Validar a viabilidade de cada cenário | Simulação discreta |
| 4. Analisar os riscos | Avaliar cenários alternativos e a sensibilidade | Análise de cenários e se |
Metodologia dos quatro passos: otimização
Passo 1: otimização da rede
O primeiro passo busca uma estrutura de rede eficiente, que atenda toda a demanda, reduza custos e respeite as restrições. Para isso, softwares de otimização avaliam milhares de estruturas alternativas. Assim, encontram a rede viável de menor custo, mesmo em redes globais e multimodais.
Os dados necessários incluem prováveis locais, locais e quantidades de demanda, custos por unidade de fluxo e de transporte e restrições. Como resultado, a empresa sabe o custo total, os fluxos, o uso dos modais e das capacidades e quais armazéns atendem quais clientes.
Passo 2: otimização de políticas
Em seguida, o segundo passo define as políticas de transporte, estoque e produção para a nova rede. Por exemplo, a otimização de estoque em vários níveis determina estoques de segurança, coberturas, locais e estratégias de adiamento.
Já as políticas de transporte consideram serviço, tempo, custo, emissões de carbono e ativos. Além disso, há trocas compensatórias: consolidar a expedição reduz custos, mas pode alongar os lead times. Por fim, a otimização-simulação gera um modelo que recomenda as melhores políticas de estoque, abastecimento e transporte.
Metodologia dos quatro passos: simulação e riscos
Passo 3: desempenho da rede
Os passos 1 e 2 produzem um projeto ideal. Contudo, os modelos matemáticos fazem suposições e ignoram fatores reais, sobretudo o tempo e a variabilidade. Por isso, o terceiro passo usa um modelo de simulação discreta para reproduzir o projeto. Assim, prevê nível de estoque, tempo de ciclo, índice de atendimento e custos detalhados.
Para isso, a simulação usa dados de demanda mais detalhados, com sua variação no tempo. Em outras palavras, otimização e simulação são enfoques complementares, que oferecem duas formas diferentes de planejar a cadeia.
Passo 4: análise de riscos
Por fim, a análise de riscos garante que a cadeia funcione bem em situações variadas ou incomuns. Esse passo também é chamado de análise de sensibilidade. Ele ganhou atenção nos últimos anos por causa de:
- Instabilidade nos preços de combustíveis e commodities.
- Fornecimento de países que produzem a preço mais baixo.
- Visibilidade de desastres naturais, como furacões, terremotos e tsunamis.
- Alterações de câmbio, entre outros fatores.
Na prática, os analistas mudam premissas de custos, capacidades e recursos e medem o efeito nas operações e no resultado. Desse modo, comparam a intensidade de cada risco com o custo de um plano de contingência. Porém, esse passo depende muito da experiência dos usuários.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A metodologia dos quatro passos organiza o planejamento estratégico da cadeia em uma sequência lógica: otimizar a rede, otimizar as políticas, simular o desempenho e analisar os riscos. Assim, a empresa resolve problemas com método e entende melhor os cenários futuros, com menos riscos na implantação.
Conteúdos complementares recomendados
- Simulação na logística: Como a simulação apoia o passo três.
- Estudo de malha logística: A otimização da rede na prática.
- Eficiência do OEE: O indicador citado no exemplo do projeto.

