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IMAM Blog Supply Chain e Logística Redução de custos no transporte rodoviário: ações para transportadoras

Supply Chain e Logística

Redução de custos no transporte rodoviário: ações para transportadoras

  • Por Antonio Rezende
  • Publicado em 22/02/2023
  • Atualizado em 15/10/2026
  • 6 min de leitura
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Sumário executivo

Redução de custos no transporte rodoviário em resumo: Para reduzir custos no transporte rodoviário, o autor indica conhecer os limites com um modelo de formação de custos, usar TMS com roteirizador, escolher o veículo adequado e terceirizar parte da frota. Além disso, alerta que leilões de frete trazem maus resultados aos embarcadores. Por isso, a saída pode ser oferecer soluções logísticas integradas que reduzam o custo total.

O que se percebe como prática corrente no segmento de transporte rodoviário de cargas (com raras e gratas exceções) é que os embarcadores, na busca por tarifas menores, têm erroneamente se concentrado quase que exclusivamente nos valores a serem pagos, praticando verdadeiros leilões no decorrer das “negociações”. Isso resulta em um grave aviltamento dos fretes, porém, sem avaliar cuidadosamente a qualificação das empresas e dos serviços que estão contratando, e sem a devida preocupação com a qualidade e o nível de serviço, decorrentes de diversos aspectos operacionais, como idade e manutenção dos veículos, qualificação de motoristas, seguros, saúde fiscal e financeira da transportadora contratada, etc.

Com essa atitude, os embarcadores acabam por colher maus resultados a médio e longo prazos, com as transportadoras pressionando e pedindo reajustes, reduzindo o nível de serviço, e até abandonando o contrato antes de seu término por falta de condições operacionais e financeiras para a sua conclusão.

Por outro lado, as transportadoras que se submetem a este tipo de “negociação”, principalmente as de médio e pequeno portes, normalmente são aquelas que têm as maiores deficiências no que diz respeito à formação e controle de custos e, consequentemente, aceitam fretes que não cobrem suas despesas. Além disso, não sabem exatamente definir os limites que podem exceder dos custos variáveis e dos fixos. O resultado é que em um primeiro momento deterioram-se a manutenção e capacitação da mão-de-obra, entre outros fatores; em seguida, passam a ter dificuldades em renovar a frota e, finalmente, têm sua saúde financeira e fiscal comprometidas.

No que se refere exclusivamente à redução de custos, existem algumas ações que podem ser adotadas, em conjunto ou individualmente, entre elas podemos citar: conhecer os limites por meio de um modelo para formação de custos; utilizar tecnologia da informação, como forma de racionalização de custos – por exemplo um TMS (“transportation management system”, sistema de gerenciamento de transportes), que dispõe de módulos para otimização de veículos e rotas (roteirizador); utilização do veículo adequado (em função de peso, volume e distância); terceirizar parte da frota (evita a imobilização de capital e transforma custos fixos em variáveis), tomar os devidos cuidados e utilizar frota própria, agregados e até autônomos, em função da exigência do serviço e do cliente; desenvolver metodologias adequadas para gerenciamento de riscos; utilização de créditos de ICMS para aquisição de veículos ou de combustível (apesar das dificuldades é possível); desenvolver clientes que tenham produtos que não “contaminem” os demais e que tenham origens e destinos próximos; viabilizar o aproveitamento do transporte seguro no retorno.

Além das simples ações para redução de custos, outras devem ser avaliadas e implementadas, como por exemplo, fortalecer a imagem da empresa prestando serviços de qualidade. Outras ações são desenvolver projetos que viabilizem a utilização de diversos modais e prestar serviços de logística integrada, não apenas do transporte de forma isolada.

Se alguns embarcadores forçam a redução dos fretes a serem pagos, cabe às transportadoras ter ferramentas de apoio à decisão adequadas (modelos para formação de fretes) que possibilitem optar entre aceitar ou declinar de cada concorrência ou processo de negociação.

Além do que, a solução pode não estar apenas em reduzir os custos de transportes e sim desenvolver soluções logísticas integradas, das quais o transporte rodoviário de cargas seja apenas um dos componentes, entretanto de forma que o custo total seja reduzido.

Neste ponto podemos deixar uma pergunta no ar. Será que as empresas de transportes estão preparadas para conhecer seus limites e apresentar soluções logísticas integradas como forma de redução de custos, em vez de se submeterem a um mercado fortemente aviltado?

Será que é possível? No mínimo devem ser evitadas as negociações predatórias.

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Ações de redução de custos citadas no post

Em resumo, as ações e como cada uma ajuda:

AçãoComo ajuda
Modelo para formação de custosMostra os limites de custos fixos e variáveis antes de aceitar um frete
TMS com roteirizadorRacionaliza custos com a otimização de veículos e rotas
Veículo adequadoEscolha em função de peso, volume e distância
Terceirizar parte da frotaEvita imobilizar capital e transforma custos fixos em variáveis
Aproveitar o retornoViabiliza transporte seguro na volta, com clientes de origens e destinos próximos

Conteúdos complementares recomendados

  • Composição de custos do transporte rodoviário: Além disso, como montar o modelo de custos.
  • TMS: o que é: Ou seja, o sistema citado pelo autor.
  • Leilão de fretes e competitividade: Por fim, o outro lado do leilão de fretes.

Perguntas frequentes sobre redução de custos no transporte rodoviário

Como reduzir os custos do transporte rodoviário?

O post cita conhecer os limites com um modelo de formação de custos, usar um TMS com roteirizador, escolher o veículo adequado ao peso, volume e distância, terceirizar parte da frota, gerenciar riscos, usar créditos de ICMS na compra de veículos ou combustível, buscar clientes com origens e destinos próximos e aproveitar o frete de retorno.

Por que os leilões de frete prejudicam o embarcador?

Porque, ao olhar quase só o preço, o embarcador deixa de avaliar idade e manutenção dos veículos, qualificação dos motoristas, seguros e saúde fiscal e financeira da transportadora. A médio e longo prazo, colhe maus resultados: pedidos de reajuste, queda no nível de serviço e até abandono do contrato antes do término.

O que acontece com a transportadora que aceita frete abaixo do custo?

Normalmente são empresas, sobretudo de pequeno e médio porte, com deficiência na formação e no controle de custos. Primeiro, deterioram a manutenção e a capacitação da mão de obra; depois, têm dificuldade para renovar a frota; por fim, comprometem a saúde financeira e fiscal.

Terceirizar parte da frota reduz custos?

Pode reduzir, porque evita a imobilização de capital e transforma custos fixos em variáveis. O autor recomenda tomar os devidos cuidados e combinar frota própria, agregados e até autônomos de acordo com a exigência do serviço e do cliente.

Reduzir custos é a única saída para a transportadora?

Não. Além das ações de redução de custos, o autor sugere fortalecer a imagem prestando serviços de qualidade, desenvolver projetos com diversos modais e oferecer logística integrada, em que o transporte rodoviário seja só um componente, de forma que o custo total do cliente seja reduzido.

Por

Antonio Rezende

Gerente da Divisão de Logística da IMAM Consultoria

Gerente da Divisão de Logística da IMAM Consultoria. Atua há mais de 20 anos na IMAM, com mais de 300 projetos realizados. No Blog IMAM, escreve sobre transporte rodoviário de cargas, redução de custos de transporte, modais e cabotagem, terceirização…

240 visualizações
Tags: custos variáveis, redução custos, transporte rodoviário

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