Simulação da cadeia de suprimentos: modelos, dados e análises
Simulação da cadeia de suprimentos em resumo: Simulação da cadeia de suprimentos é criar um modelo menor e mais simples da rede real, com fornecedores, fábricas, instalações, transportes e custos. Com ele, a empresa testa mudanças de sistemas, processos, locais e capacidades antes de implantar. Há modelos estáticos e dinâmicos, e a escolha depende das perguntas que se quer responder.
Um modelo dos componentes da sua cadeia de suprimentos oferece, em pouco tempo, uma visão de várias perspectivas. Além disso, permite comparar o que você enxerga com o que espera. Contudo, para obter todo o valor desse esforço, é preciso primeiro definir uma estratégia geral de simulação.
Um modelo imita objetos, processos ou sistemas reais numa escala menor e mais simples. Ele reúne fornecedores de matéria-prima, clientes, embarques, manufatura, distribuição, instalações e meios de transporte, junto com os custos de cada componente. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como usar a simulação da cadeia de suprimentos.
Para que serve a simulação da cadeia de suprimentos
Em primeiro lugar, o modelo mostra o impacto de mudar sistemas, processos, locais, capacidades, operações e estratégias antes da implementação. Entradas fixas ou variáveis, como a demanda, geram um modelo de referência. Em seguida, os cenários alternativos são comparados a ele.
Investir em simulação pode economizar tempo e dinheiro, mas pode exigir capital significativo. Uma alternativa ao software próprio é contratar consultores especializados. Afinal, eles têm dados geográficos e de referência e dominam várias técnicas. Assim, unir o conhecimento do negócio a uma equipe de peritos torna o processo mais eficiente e o modelo mais íntegro.
Perguntas que um projeto de simulação responde
- Primeiro, qual é a melhor configuração da rede para atender o cliente?
- Quantas instalações serão necessárias, onde, com que tamanho e com que capacidades?
- Quais produtos serão fabricados e quais serão as suas fontes?
- Além disso, qual é o custo para um nível de serviço específico?
- As operações devem ser mais consolidadas? A terceirização traz benefícios?
- Também, qual é o impacto de novos clientes e de diferentes meios de transporte?
- Deve-se postergar o processamento final da manufatura para a distribuição?
- Por fim, como as flutuações de estoque afetam o serviço ao cliente?

Planejamento estratégico e tático
O primeiro passo é detalhar a previsão de negócios e entender a capacidade atual. Em seguida, a análise preditiva aponta as necessidades futuras de infraestrutura. Já a simulação mostra as compensações entre níveis de demanda e configurações de rede.
Desse modo, a equipe desenvolve redes alternativas focadas em menor custo e manutenção do nível de serviço. Definida a estratégia, vêm os planos táticos para chegar à melhor rede no prazo.
Além disso, as ferramentas se dividem pela função. Por um lado, algumas respondem a perguntas da rede, focadas em capacidade total e custo. Por outro lado, outras avaliam equipamentos e processos da instalação, para equilibrar cargas de trabalho e planejar capacidade. Para otimizar a rede inteira, usa-se programação linear de número inteiro; para simular eventos dinâmicos, o software usa probabilidades, estatística e dados históricos.
Simulação da cadeia de suprimentos: modelo estático ou dinâmico
| Tipo | Como funciona | Quando usar |
|---|---|---|
| Estático | Independe do tempo e gera um conjunto único de resultados a partir da entrada | Quando a média dos períodos basta; ajuda no desdobramento do estoque e em questões de transporte ligadas ao nível de serviço |
| Dinâmico | Depende do tempo e usa probabilidades e estatística; os resultados variam com os eventos | Quando vários processos e eventos simultâneos ocorrem ao acaso no período analisado |
Antes de começar a simulação da cadeia de suprimentos
- Crie uma licença de projeto com o escopo e as expectativas do modelo. Para isso, é preciso entender a fundo as práticas atuais.
- Determine quais resultados o modelo deve produzir.
- Reconheça os dados necessários: produtos acabados e matérias-primas, demanda por região, dados das instalações, custos fixos e variáveis, previsão de vendas, clientes e canais, política de estoque, ciclos de desempenho, indicadores, métodos, restrições e relações entre variáveis.
Análises que um bom modelo oferece
- Sensitividade: o impacto de mudanças nos dados de entrada sobre a solução.
- Comparativo: custo total ou serviço de dois ou mais cursos de ação.
- Ponto de equilíbrio e retorno sobre investimento: como o custo total muda com o volume entre projetos alternativos.
- Otimização da rede: o canal de distribuição visto como nós e arcos, para minimizar custos sob restrições de suprimento, demanda e capacidade.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A simulação da cadeia de suprimentos elimina problemas em operações e estratégias antes da implementação. Em resumo, defina o escopo, escolha o tipo de modelo, reúna os dados certos e compare cenários. Assim, a cadeia fica pronta para as mudanças previstas com custos efetivos.
Conteúdos complementares recomendados
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- Metodologia dos quatro passos: Um roteiro que une otimização e simulação.
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