Transportador de rolos motorizados: acumulação, acionamentos e usos
Transportador de rolos motorizados em resumo: Transportador de rolos motorizados, ou MDR, é o transportador contínuo dividido em pequenas zonas, cada uma com pelo menos um rolo de motor interno, normalmente de 24 V CC. Como cada zona funciona só quando há embalagem, ele gasta menos energia, faz menos ruído e acumula produtos com controle. Em troca, é mais lento e custa mais no início.
O transportador de rolos motorizados é uma das versões mais modernas de um equipamento antigo. Afinal, o transportador contínuo é, há décadas, o componente principal da movimentação de materiais. À medida que cresce a demanda por redução de custos, velocidade e automação, cresce também a necessidade de transportadores de todos os tipos.
O blog já tem um panorama dos tipos de transportadores contínuos. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, aprofunda o rolo motorizado e a acumulação, que explicam por que os rolos dominam muitos centros de distribuição.
Correia transporta, rolo acumula
Para embalagens e itens relativamente pequenos, dois tipos dominam o mercado: o de correia e o de rolos motorizados. Tradicionalmente, a correia transporta e o rolo acumula. O tamanho do produto também pesa na escolha.
No transportador de correia, um motor CA aciona uma polia que gira uma correia em circuito fechado. Embaixo dela há um leito de rolos livres ou uma chapa de metal, o leito deslizante. A superfície pode ser lisa, para deslizar o item para fora, ou nervurada, para dar mais aderência em aclives e declives. A correia inclinada leva produtos de um nível a outro, e a espiral resolve quando falta espaço no piso. Além disso, a correia é mais barata que o rolo motorizado, mais estável e leva bem sacos plásticos, envelopes e eletrônicos pequenos ou leves demais para os rolos.
Acumulação com pressão zero ou mínima
Muitos CDs, porém, preferem o transportador de rolos porque ele permite a acumulação. Ou seja, o transportador segura os produtos por um tempo e depois os libera, por exemplo, para um classificador ou um paletizador automatizado. Na acumulação com pressão zero, os produtos não se tocam. Já na pressão mínima, eles se tocam, mas com um impacto que não causa danos.

Três formas de acionar o transportador de rolos
O transportador de rolos motorizados é uma de três categorias, definidas pela forma de acionar os rolos. A tabela compara as três.
| Acionamento | Como funciona | Pontos fortes e fracos |
|---|---|---|
| Eixo de transmissão | Um eixo metálico longo passa sob o leito e gira os rolos por anéis o-ring de borracha | É o mais barato, mas tem muitas peças e exige muita manutenção |
| Correia | Uma correia passa sob o leito, perpendicular aos rolos, e os movimenta | Bom acumulador: basta soltar a correia do rolo para criar uma zona |
| Rolos motorizados (MDR) | Zonas com pelo menos um rolo de motor interno, ligado aos demais por anéis o-ring | Menos energia, menos ruído e mais controle; mais lento e com custo inicial maior |

Como funciona o transportador de rolos motorizados
Os motores do MDR normalmente são de 24 V CC. Eles usam menos energia que os motores de outros transportadores de rolos e fornecem menos torque, o que os torna mais seguros. Além disso, como cada zona é acionada de forma independente, ela pode funcionar apenas quando há uma embalagem. Essa operação sob demanda economiza ainda mais energia e reduz o ruído, dois fatores importantes para quem busca economia e ergonomia.
Por outro lado, o transportador de rolos motorizados não é tão rápido quanto os outros, porque sua configuração de baixa tensão aciona uma zona de cada vez. Em compensação, oferece melhor controle dos produtos e manutenção mais fácil. O custo inicial é maior, mas o preço dos componentes cai à medida que o uso aumenta.
A regra dos três rolos
Em qualquer transportador de rolos, vale uma regra prática: são necessários três rolos sob o produto o tempo todo. Com dois rolos, o produto pode oscilar ao passar por um vão. Com a frente, o meio e a traseira apoiados, o percurso é tranquilo.

Variações nascidas do transportador de rolos motorizados
- Correias segmentadas: cada zona de rolos motorizados recebe alguns centímetros de correia em volta. Assim, o transportador soma a acumulação dos rolos à estabilidade da correia, com excelente controle das caixas de papelão.
- Fluxo controlado: um híbrido entre o transportador por gravidade e o MDR. Ele desvia o produto para um lado e o separa no declive a uma velocidade controlada. Além disso, o declive usa a gravidade para acumular a um preço menor que a correia convencional.
E na movimentação de paletes?
Para paletes, os tipos básicos são de corrente e de rolos. Os dois movem cargas de até 1,8 t e são relativamente lentos, em geral quatro paletes por minuto. A maioria dos transportadores de rolos para paletes é acionada por corrente lateral, ligada a cada rolo por uma roda dentada, em segmentos com motor CA próprio. Existem motores CC internos para paletes, mas a adoção é lenta: o MDR é caro, e as vantagens não compensam o gasto a mais.
Em todos os casos, a modularidade e a facilidade de integração dão aos sistemas um ciclo de vida longo. Assim, eles podem crescer junto com o fluxo e com novos tamanhos de caixa.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
O transportador de rolos motorizados é a escolha quando acumular com controle, economizar energia e reduzir ruído pesam mais que a velocidade. Já a correia segue melhor para itens pequenos e leves, e o eixo de transmissão, para orçamentos curtos. Em resumo, conhecer os acionamentos ajuda a montar a combinação certa ao longo do fluxo.
Conteúdos complementares recomendados
- Tipos de transportadores contínuos: O panorama de todos os modelos e aplicações.
- Critérios de seleção de transportadores: Como escolher o equipamento para cada fluxo.
- Sensores na movimentação de materiais: Como as zonas sabem quando há uma caixa.
