Armazenagem de tambores: estruturas, casos e sete dicas
Armazenagem de tambores em resumo: Armazenagem de tambores não tem resposta única. Antes de escolher entre paletes, racks, berços, porta-paletes, drive-in ou armários corta-fogo, a empresa precisa saber quanto tempo o tambor fica no armazém, o grau de periculosidade do produto, o giro e o destino. Assim, o giro alto pede estruturas simples, e a permanência longa pede segurança.
Qual é a melhor forma de fazer a armazenagem de tambores? Em racks, em estruturas porta-tambores ou unitizados em paletes? Na prática, não existe uma resposta certa. Como em boa parte dos processos logísticos, a escolha depende de uma avaliação criteriosa da operação.
Entram nessa conta o tipo de produto dentro do tambor, o giro médio do estoque e o tamanho do armazém, entre outros pontos. Por isso, este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra casos reais, as configurações mais usadas e sete dicas para operar com segurança.
O que definir antes da armazenagem de tambores
Antes de escolher a estrutura ou o material, identifique quatro pontos. Primeiro, quanto tempo em média o produto fica no armazém. Segundo, qual é o grau de periculosidade. Terceiro, como ele deve ser separado. Por fim, qual é o seu destino.
Além disso, o giro muda tudo. Muitas vezes, o giro alto torna inviável uma solução complexa, como uma estrutura porta-tambores dinâmica. Em contrapartida, quando o tambor fica meses parado, a estrutura precisa sustentar a carga com segurança por todo esse tempo.

Quatro casos de armazenagem de tambores
O PDF compara operações bem diferentes. Em seguida, a tabela resume o perfil de cada uma e a solução adotada.
| Operação | Perfil | Solução adotada |
|---|---|---|
| Fabricante de lubrificantes | Capacidade de 200 tambores e mais de 3.000 expedidos por mês; o estoque gira 15 vezes por mês | Área externa com 6 m de pé-direito, quatro tambores por palete PBR e quatro níveis de paletes empilhados, sem estrutura |
| Fabricante de lubrificantes menor | Cerca de 50 tambores em 500 m², giro alto e pé-direito baixo | Um só nível de palete, separado por tipo de produto, com movimentação manual por transpaletes |
| Fabricante de autopeças | Consome de 15 a 25 tambores por mês e mantém 60 em estoque; os tambores vão e voltam da produção várias vezes ao dia | Porta-paletes para berços com tambores na horizontal, movimentados por empilhadeiras elétricas |
| Operador logístico frigorificado | 15 mil tambores de suco abaixo de -18 ºC, por até seis meses, expedidos em lote | Racks metálicos com paletes PBR de quatro tambores, em nove níveis, com paletes cintados |
Na autopeças, por exemplo, os tambores ficavam empilhados uns sobre os outros, sem palete. Por isso, havia risco constante de acidentes, perda de produto e atrasos. Com a nova estrutura, a equipe passou a localizar e separar os tambores com rapidez, sem ocupar muito espaço.
Já no frigorífico, a localização é simples, porque basta criar posições por lote. Por outro lado, o volume é grande e a estrutura sustenta os tambores durante meses. Assim, a escolha foi aproveitar todo o espaço físico com segurança.

Configurações de estocagem de tambores
Em resumo, cada configuração atende a uma necessidade diferente. A lista mostra as principais opções descritas no PDF:
- Blocagem na vertical: para tambores vazios, com a tampa virada para baixo, o que evita o acúmulo de água. Em área externa, cubra com lona.
- Blocagem em paletes: ideal para giro alto, quando a empresa usa mais da metade do estoque em um dia. Recomenda-se empilhar de quatro a cinco níveis e evitar a estocagem por muito tempo.
- Blocagem na horizontal: em pé-direito baixo, permite guardar grandes quantidades. Além disso, deixar os tambores perto da produção facilita a operação.
- Palete sobre piso: tambores cheios em um só nível, para poucos tambores, giro alto e equipamentos manuais.
- Berços: armazenam na horizontal, aproveitam o pé-direito e servem para armazéns com poucos tambores.
- Porta-paletes e racks: permitem o sistema FIFO e dão mais segurança em prazos longos. Os racks, aliás, não exigem grandes colunas e podem dispensar o palete.
- Drive-in: as empilhadeiras transitam dentro da estrutura, por isso ela serve para grandes quantidades.
- Estrutura dinâmica: os tambores entram de um lado e saem pelo outro por gravidade, sobre roletes com freios, o que garante o primeiro a entrar, primeiro a sair.
Armários corta-fogo para inflamáveis
Algumas indústrias usam poucos tambores, mas com produtos inflamáveis, combustíveis ou corrosivos. Nesse caso, os armários corta-fogo guardam em média até seis tambores perto da área de uso. Eles têm chapas de aço-carbono por dentro e por fora, com um duplo sistema corta-fogo entre elas, que funciona como respiro para gases. Alguns têm piso que funciona como dique de contenção.
A posição vertical costuma ser mais segura para o manuseio. Contudo, com válvula dosadora, bandeja de contenção e aterramento, a horizontal pode ser mais prática quando há transferência constante de produto.

Sete dicas para a armazenagem de tambores
- De olho no palete: confira a procedência do palete de madeira antes de unitizar. Paletes danificados ou úmidos podem rachar com o peso do tambor.
- Externo, mas sem sol: em área externa, use cobertura. Lubrificantes e óleos perdem a cor original, e isso inibe a compra pelo consumidor.
- Sempre secos: em câmara frigorífica, seque o tambor na lateral e no topo antes de guardar. A condensação pode exigir três degelos por dia em vez de um.
- Qualidade aos olhos: sinais de ferrugem indicam que a embalagem deve ser trocada.
- Para evitar acidentes: com inflamáveis, use sistema elétrico especial, porque faíscas podem iniciar incêndios.
- Espaço preparado: produtos tóxicos ou inflamáveis pedem área coberta e sinalizada, telas laterais para circular o ar, piso epóxi, luminárias à prova de explosão, saídas de emergência e chuveiros lava-olhos.
- Separação com eficiência: posicione os tambores pela curva ABC, com os de maior giro perto da saída.
Vale lembrar ainda que o tambor vazio pesa até 19 kg. Por isso, ele pode ser empilhado sem palete, sem prejudicar os de baixo.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A armazenagem de tambores depende do perfil da operação e do produto. Em geral, giro alto combina com soluções simples, como paletes empilhados; permanência longa e grande volume pedem racks ou porta-paletes; e inflamáveis exigem armários corta-fogo e área preparada. Em resumo, quanto mais cuidado no projeto, mais segura e ágil fica a operação.
Conteúdos complementares recomendados
- Movimentação de tambores: Os equipamentos para levar os tambores até a estrutura.
- Eficiência na armazenagem: Outras formas de ganhar espaço e agilidade no armazém.
- Tipos de estruturas porta-paletes: As estruturas que também recebem tambores.
