Automação do CD: sinais de que chegou a hora e como escolher o fornecedor
Automação do CD em resumo: Automação do CD é a troca de processos manuais do centro de distribuição por equipamentos e sistemas automáticos, como transelevadores, transportadores, sorters e robôs. Segundo o PDF, a hora certa chega quando a produtividade vira gargalo. Antes, porém, a empresa precisa de um projeto bem dimensionado, de um estudo de viabilidade e de um fornecedor com experiência.
Armazéns automatizados são uma boa opção para quem tem pouco espaço, pé-direito alto e precisa trabalhar rápido, sem erros e com mais produtividade. Mas quando é a hora da automação do CD? E como evitar um investimento errado?
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, reúne a visão de fabricantes de equipamentos ouvidos pela revista. Em síntese, mostra os sinais de que a hora chegou, os cuidados com o projeto e o que exigir de quem vai fornecer a solução.
O erro mais comum na automação do CD
Um erro frequente é acreditar que os problemas se resolvem com a compra de equipamentos. Na verdade, a automação não é commodity. Por isso, o projeto deve ser bem dimensionado e ter qualidade garantida para gerar retorno sobre o investimento.
Além disso, um projeto errado pode pôr em risco a saúde financeira da empresa, e o PDF lembra que isso já aconteceu. Há fornecedores de equipamentos sem experiência em projetos de automação, necessidades logísticas, manutenção e pós-venda. Nesse caso, mesmo a proposta mais barata tende a trazer problemas e perda do investimento.

Sinais de que chegou a hora da automação do CD
Os especialistas ouvidos no PDF apontam vários indicadores. Em geral, a hora chega quando a produtividade da empresa começa a criar um gargalo ou quando o método atual não atende a demanda de pedidos com eficiência. Outros sinais são estes:
- Planos de expansão de vendas.
- Necessidade de aumentar turnos ou o número de funcionários.
- Índice crescente de mercadorias enviadas erradas ou com atraso.
- Necessidade de melhorar a organização do CD.
- Falta de mão de obra qualificada e aumento de custos com pessoal, construção, terreno e energia.
- Crescimento acelerado sem espaço para dobrar o número de operadores.
Vale notar ainda uma crença errada: a de que só grandes empresas podem automatizar. Segundo o PDF, quem define a aposta na automação é a vocação de crescimento da empresa, e não o tamanho nem o setor.

Resultados esperados
De acordo com um dos fabricantes ouvidos, sistemas de distribuição automatizada costumam reduzir o custo operacional em 35% e o espaço necessário em até 50%. Além disso, o retorno sobre o investimento fica entre dois e quatro anos.
Mesmo assim, o benefício nem sempre exige a tecnologia mais avançada. Às vezes, por exemplo, um sistema de classificação relativamente simples agrega muito valor em custo-benefício.

Como planejar a automação do CD
- Faça um estudo de viabilidade com especialistas em logística, de preferência uma consultoria independente. Um estudo de engenharia levanta em poucas semanas os gargalos e as opções.
- Planeje para o futuro, e não só para a situação atual. O ideal é um CD em que expansão e automação aconteçam em etapas, para dosar o investimento.
- Esteja aberto a soluções diferentes para a mesma condição.
- Comece pelo WMS. Para um dos fabricantes, ele é o primeiro passo; em seguida vêm picking, transportadores, paletização por robô, AS/RS e sorters.
O que exigir do fornecedor
A tabela resume as recomendações do PDF para escolher quem vai fornecer a automação.
| Recomendação | Por quê |
|---|---|
| Preferir fornecedores com ampla gama de soluções | Quem tem uma só solução pode oferecer o que tem para vender, e não o que o cliente precisa |
| Pedir análise completa da operação e dos dados | Evita comparar propostas dimensionadas para volumes diferentes, com grandes diferenças de preço |
| Consultar clientes atuais do fornecedor | Mostra se os prazos foram cumpridos e como funcionam o pós-venda e a solução de problemas |
| Olhar o retorno do investimento, e não só o preço | O investimento inicial é compensado pelas economias operacionais ao longo dos anos |
| Garantir bom serviço pós-venda local | É tão importante quanto o fornecimento inicial dos equipamentos |
Componentes que fazem tudo funcionar
Por trás dos grandes equipamentos há pequenos componentes. Por exemplo, sensores fotoelétricos e indutivos, cortinas de luz para segurança, leitores de código de barras, RFID e sistemas de visão mantêm transportadores e armazéns automáticos funcionando. Além dos transelevadores, o PDF cita porta-paletes com carro satélite, AGVs, monotrilhos elétricos e paletizadores.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A automação do CD dá resultado quando nasce de um projeto, e não de uma compra. Em resumo, observe os sinais de gargalo, faça um estudo de viabilidade, planeje para o futuro e escolha o fornecedor pelo retorno e pelo pós-venda, não pelo menor preço.
Conteúdos complementares recomendados
- Transelevador: O equipamento central dos armazéns automáticos.
- Quando automatizar a estocagem: Os critérios técnicos para decidir.
- Vale a pena automatizar o armazém?: O retorno da automação na prática.
