Risco de fornecedores: cinco fatores para avaliar
Risco de fornecedores em resumo: Avaliar o risco de fornecedores é verificar o que pode interromper o abastecimento. O PDF propõe cinco fatores: país de origem, precisão de embarque e entrega, segurança física, processos internos e responsabilidades sociais e ambientais. Além disso, treinar a equipe para responder a interrupções reduz o impacto quando elas acontecem.
As variações da economia já seriam um desafio. Mas as interrupções frequentes na cadeia de suprimentos, em escala global, fazem os fabricantes olhar mais de perto para a gestão de riscos. Nesse cenário, avaliar o risco de fornecedores deixou de ser opcional.
Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, apresenta os desafios apontados para a cadeia, os cinco fatores de risco e o que diferencia as empresas que absorvem melhor as interrupções.
Os desafios da cadeia e o risco de fornecedores
Em primeiro lugar, o PDF lista quatro desafios para as empresas, que também trazem oportunidades.
| Desafio | O que envolve |
|---|---|
| Aliviar o risco da cadeia | Risco financeiro do fornecedor; volatilidade de energia, commodities, mão de obra e câmbio; recuperações econômicas imprevisíveis |
| Buscar capital de giro | Reduzir estoques; compradores querem prazo maior e fornecedores, receber antes; o financiamento da cadeia vira um pulmão de liquidez |
| Cartas de crédito | Com o crédito mais difícil, a oferta cai e o custo sobe |
| Encurtar a cadeia | Reconfigurar plantas e trazer fornecedores mais para perto, com custos de energia e mão de obra em alta |

Cinco fatores para avaliar o risco de fornecedores
1. País de origem
Antes de tudo, saber onde ficam as fábricas do fornecedor mostra o quanto ele está sujeito a ameaças de segurança. Afinal, países mais vulneráveis podem atrasar a cadeia ou comprometer a entrega. Por isso, pergunte a localização física de cada fábrica e, se possível, a dos fornecedores de matéria-prima dele.
2. Precisão de embarque e entrega
Além disso, garantir que o fornecedor entregue de forma consistente e no prazo é chave. Por isso, pergunte os horários de embarque, diários ou semanais, os meios de transporte, aéreo, rodoviário ou marítimo, e os planos de contingência quando desastres naturais bloqueiam as rotas.
3. Segurança física
Da mesma forma, avalie os materiais do prédio, a existência de entrada segura, a iluminação do perímetro, trancas em janelas e portas, cercas e os procedimentos de estocagem das cargas. Assim, você mede a capacidade do fornecedor de manter o local seguro.
4. Processos internos
Também, os processos internos mostram a segurança e os controles da manufatura. Assim, o fornecedor deve explicar como trata acessos, como monitora visitantes, se restringe o acesso à carga, como controla os computadores e como verifica a formação dos colaboradores.
5. Responsabilidades sociais e ambientais
Por fim, pergunte como o fornecedor descarta os produtos químicos da manufatura, quais são as políticas internas, a qualidade do ar e o ambiente de trabalho. Esse fator pesa cada vez mais, porque as regras de segurança dos produtos continuam virando lei.
O custo de não gerir o risco de fornecedores
Um estudo com fabricantes industriais e de bens de consumo, citado no PDF, mostrou que 58% tiveram perdas financeiras por interrupções na cadeia no último ano. As principais causas foram estas:
| Causa da interrupção | Fabricantes afetados |
|---|---|
| Capacidade do fornecedor abaixo da demanda | 56% |
| Aumento de preço ou falta de matéria-prima | 49% |
| Mudanças não previstas na demanda do cliente | 45% |
| Embarque atrasado ou mal direcionado | 39% |
| Aumento de preço ou falta de combustível | 35% |
Como reduzir o risco de fornecedores nas interrupções
Então, um segredo é treinar os colaboradores nos procedimentos de resposta. Por exemplo, como informar atrasos aos clientes, quando levar a interrupção a um gestor sênior e como emitir uma ordem de compra urgente. De fato, os fabricantes com procedimentos de gestão de risco mais bem implantados têm duas vezes mais chance de não sofrer grandes impactos.
- Ações: primeiro, melhorar a qualidade dos dados, colaborar com os parceiros para gerir riscos em conjunto e reprojetar a cadeia.
- Capacidades: além disso, organizar a cadeia em torno das iniciativas de risco, avaliar o risco do fornecedor, o congestionamento logístico e o perfil do país, e usar matrizes de avaliação de risco.
- Viabilizadores: por fim, software de visibilidade da cadeia e de administração de pedidos, estoques e demanda.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
Em resumo, avaliar o risco de fornecedores com cinco fatores claros mostra onde a cadeia pode quebrar antes que isso aconteça. Somado a uma equipe treinada para responder, esse olhar reduz perdas e dá ao gestor a segurança de agir rápido.
Conteúdos complementares recomendados
- Colapso na cadeia de suprimentos: O que acontece quando as interrupções se acumulam.
- Gestão de riscos na logística: O panorama geral da gestão de riscos.
- Fornecedor único: O risco de depender de uma só fonte.

