Reestruturação da cadeia de suprimentos: dez etapas com modelos
Reestruturação da cadeia de suprimentos em resumo: Reestruturação da cadeia de suprimentos é analisar toda a rede, das fontes de matéria-prima ao cliente, com modelos matemáticos em computador. O trabalho segue dez etapas: objetivo, descrição da rede, demanda, frete, instalações, validação, cenários, otimização, análise e plano de ação. O resultado deve ser um plano de ação, revisto pelo menos uma vez por ano.
Nos últimos 35 anos, as empresas de ponta tornaram a reestruturação da cadeia de suprimentos parte da sua estratégia global. O foco evoluiu da quantidade e da localização dos armazéns para um exame de toda a cadeia, das fontes de matéria-prima até o cliente.
Como a reestruturação da cadeia de suprimentos evoluiu
Para essa análise, as empresas usam modelos matemáticos de estruturação da cadeia feitos em computador. Assim, tratam problemas bem mais amplos que os antigos modelos de localização de armazéns. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra o que é preciso para usar essas ferramentas.

Etapas 1 a 5: objetivo, rede e dados
A primeira etapa parece óbvia: estabelecer o objetivo do projeto. Contudo, aqui ela é mais complexa. Além de escolher os problemas, é preciso definir o alcance da cadeia que entra na análise.
- Geografia: de um estado ou país a um continente ou ao mundo inteiro.
- Produto: categorias de produto acabado e inclusão ou não de matérias-primas e intermediários.
- Manufatura: custos variáveis, fixos e variáveis, separação por linha de produção e capacidades.
- Suprimentos: os mesmos detalhes de custo e capacidade, se as matérias-primas entrarem.
- Instalações: opções de propriedade, missões possíveis de cada local e locais candidatos.
- Transporte: fluvial, marítimo, ferroviário, aéreo ou terrestre.
Na segunda etapa, descreva a rede com listas para cada componente. Em geral, os destinos são agregados nas regiões dos maiores clientes, e os SKUs, em linhas de produto. A agregação de clientes é direta; já a de produtos exige experiência.
Em seguida, obtenha a demanda por região, canal, produto e período, em peso, volume ou unidades. Depois, levante os custos de frete, com taxas próprias, equações por distância ou simulações. Por fim, reúna os dados das instalações: custos, capacidades e receitas de conversão. Embora opcionais em tese, eles costumam ser os principais fatores do projeto recomendado.

Etapas 6 a 10: validação, cenários e plano de ação
| Etapa | O que fazer |
|---|---|
| 6. Comprove e valide o modelo | Multiplique os fluxos históricos pelos coeficientes de custo e compare com a contabilidade, até a equipe e a gerência aceitarem as diferenças |
| 7. Prepare os cenários | Siga um roteiro de perguntas, com missões das instalações, expansão de dados e limites de serviço ao cliente |
| 8. Faça a otimização | Rode cada cenário num mecanismo solucionador; em geral, a programação linear, para minimizar custo, maximizar lucro ou combinar custo e serviço |
| 9. Analise os resultados | Use mapas, gráficos e relatórios prontos para interpretar e apresentar |
| 10. Elabore o plano de ação | Transforme o estudo em decisões concretas, e não em pedido de mais estudos |
A validação da sexta etapa é decisiva. Afinal, ela dá credibilidade a todas as análises posteriores. Além disso, o verdadeiro aprendizado surge na sétima etapa, porque muitas perguntas só aparecem quando os resultados começam a chegar.
O plano de ação da reestruturação da cadeia de suprimentos
O plano pode incluir, entre outros pontos:
- Solicitação de capital e apoio na seleção do local.
- Estruturação das instalações e negociação de aluguéis.
- Contratos de terceirização de matérias-primas ou de manufatura.
- Seleção de operadores de CD, transporte e pagamento de fretes.
- Novos contratos de transporte por causa da nova rede.
- Aquisição de softwares, como TMS e WMS.

Com que frequência revisar a reestruturação da cadeia de suprimentos
Alguns acreditam que a estratégia e a rede devem ser revistas a cada cinco anos. Segundo o PDF, nada poderia estar mais longe da verdade. As cadeias modernas vivem num ambiente tão dinâmico que as empresas usam suas ferramentas continuamente e revisam as questões estratégicas pelo menos uma vez por ano.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
As ferramentas modernas permitem analisar a cadeia com um rigor que antes era quase impossível. Em resumo, a reestruturação da cadeia de suprimentos segue dez etapas e termina num plano de ação. Assim, ela serve de catalisadora da mudança e pode criar uma verdadeira vantagem competitiva.
Conteúdos complementares recomendados
- Colapso da cadeia de suprimentos: Por que as cadeias precisam ser revistas com frequência.
- Metodologia dos quatro passos: Outro roteiro de otimização e simulação da rede.
- Gerenciamento da cadeia em 8 regras: Princípios para gerir a cadeia no dia a dia.

