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Série Armazenagem

Lingas de elevação: corrente, cabo de aço ou cinta?

Por IMAM em 13 de outubro de 2026
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre lingas de elevação
5 minutos para ler

Lingas de elevação em resumo: Lingas de elevação ligam a carga à máquina de içamento e podem ser de corrente, de cabo de aço ou de cinta. A corrente é durável e ajustável, mas cara e pesada. O cabo de aço é mais barato e leve. A cinta é a mais leve e não marca a carga, mas teme cantos vivos e químicos.

As lingas de elevação são o meio mais versátil de ligar uma carga à máquina de elevação. Com uma boa seleção de lingas e alguns acessórios, como manilhas e parafusos olhal, um operador experiente consegue levantar a maioria das cargas. Parte dessa experiência está em escolher a linga certa para cada trabalho.

Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, compara os três tipos básicos e reúne os cuidados com as cintas.

O que decidir antes de escolher as lingas de elevação

Algumas decisões são claras: a capacidade de elevação, o número de pernas e a forma de fixar a linga na carga. Porém, antes disso, é preciso conhecer as características de cada tipo. Além disso, o material precisa servir à finalidade, porque nem toda corrente, cabo ou cinta tem as propriedades exigidas para elevação.

TipoTemperatura de usoVantagensLimitações
CorrenteDe -40 ºC até pelo menos 200 ºCDurável, muito flexível e com comprimento ajustávelRelativamente cara e pesada
Cabo de açoAté cerca de 100 ºCMais barato e mais leve que a corrente; rígido e elásticoMenos durável; deforma ao envolver a carga; ajuste difícil
CintaDe 0 ºC a 80 ºCA mais leve, flexível e macia; não estraga o acabamentoSofre cortes em cantos vivos e ataque químico
Ilustração do artigo sobre lingas de elevação, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Lingas de elevação de corrente

A corrente tolera uma ampla faixa de temperatura sem degradação. O grau da corrente indica o nível de esforço máximo, e não a qualidade. Com materiais mais resistentes, os fabricantes passaram a oferecer correntes menores e mais leves para a mesma carga. O grau 8 é o mais conhecido hoje, o grau 10 ganha espaço aos poucos, e ainda existe um volume limitado dos graus 4, 5 e 6.

Ilustração do artigo sobre lingas de elevação, do acervo técnico da IMAM (figura 2)

Lingas de elevação de cabo de aço

O cabo de aço não é tão flexível quanto a corrente. Por outro lado, a característica rígida e elástica ajuda quando é preciso passá-lo por uma abertura ou por baixo da carga. Se envolver a carga, ele tende a deformar de vez no formato dela. O comprimento da perna não se ajusta com facilidade, mas um tensor permite pequenos ajustes. Para uso externo, existe o cabo galvanizado.

Lingas de elevação de cinta

A grande vantagem é a leveza. Existem três modelos: trançado plano, redonda e de cabo de fibra. Todas sofrem cortes em cantos vivos sem proteção; até o canto de um painel de concreto pode causar problemas. Por isso, use proteções, inclusive as que já vêm incorporadas na fabricação.

Cuidado com produtos químicos

  • Poliéster (PES): resiste a ácidos de concentração moderada, mas os álcalis o danificam.
  • Poliamida (PA): é praticamente imune aos álcalis, mas ácidos moderados a atacam.
  • Polipropileno (PP): sofre pouco com ácidos ou álcalis, mas solventes, alcatrões e tintas o danificam.
  • Atenção: soluções moderadas ficam mais fortes à medida que a água ou o solvente evaporam. Consulte sempre o fabricante antes do primeiro uso.

Como identificar uma cinta adequada

  • Cor da cinta: cada capacidade tem uma cor. Por exemplo, verde indica duas toneladas na vertical.
  • Cor da etiqueta: azul para poliéster, verde para poliamida e marrom para polipropileno.
  • Etiqueta obrigatória: carga máxima na vertical, material, comprimento, fabricante, código de rastreabilidade e norma. Sem etiqueta, não use.
  • Fator de segurança de 7:1 para cintas e laços; costuras com o mesmo material da cinta e olhais reforçados.
  • Acessórios fabricados conforme a norma EN 1677 e instruções de uso fornecidas com a cinta.

Além disso, as normas exigem ensaios de ruptura em amostras de cada lote. Os resultados ficam arquivados por dez anos e podem ser consultados pelo código de rastreabilidade.

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

Não existe linga universal. A corrente vence no calor e na durabilidade, o cabo de aço no custo e a cinta na leveza e na proteção da carga. Em resumo, escolha as lingas de elevação pelo peso, pela temperatura, pelo formato da carga e pelo ambiente químico.

Conteúdos complementares recomendados

  • Amarração de cargas: Como prender a carga com segurança.
  • Capacidade de carga: Por que respeitar o limite de cada equipamento.
  • Prevenção de acidentes: Cuidados que evitam acidentes na operação.
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