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IMAM Blog Supply Chain e Logística Transição energética no transporte de carga: combustíveis e tecnologias

Supply Chain e Logística

Transição energética no transporte de carga: combustíveis e tecnologias

  • Por Antonio Rezende
  • Publicado em 26/04/2024
  • Atualizado em 15/10/2026
  • 6 min de leitura
Transição Energética: como ela afeta os veículos de transporte
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Sumário executivo

Transição energética no transporte em resumo: Na transição energética do transporte rodoviário de cargas, o diesel segue como o combustível mais usado, por ter a melhor relação entre custo e potência. Além disso, elétricos e hidrogênio para motores de alta potência ainda estão em desenvolvimento. Por isso, o autor recomenda aguardar esses avanços e avaliar também modais menos poluidores.

Vamos entender a situação atual e as tendências

Recentemente a mídia tem divulgado muitas informações sobre o “impacto dos transportes no meio ambiente”, porém contaminadas por interesses diversos (econômicos, políticos e ideológicos) e neste contexto podemos citar, de um lado os imediatistas que desejam manter as tecnologias e as emissões nos padrões atuais e em contrapartida os ambientalistas que idealizam um mundo “totalmente livre” de poluentes.  O fato é, que o setor de transportes é responsável por aproximadamente 20% das emissões de CO2, um dos principais causadores do “efeito estufa”, cujas consequências são percebidas com o aumento sensível da temperatura global, que está gerando apreensão nos meios científicos devido a repercussão na economia a médio e longo prazo (principalmente na agricultura).

Este artigo não tem a pretensão de esgotar um assunto tão complexo, mas mostrar que já temos informações que podem possibilitar escolhas razoáveis e colaborar na mitigação dos efeitos ambientais. Vamos explorar um pouco deste conhecimento:

No caso do transporte rodoviário de cargas (TRC), vamos focar nos motores (média e alta potência), necessários para tracionar veículos com capacidades cada vez maiores:

  • O diesel é de longe o combustível mais utilizado (é a melhor relação entre custo e potência), porém o principal gerador de gases poluentes e cuja utilização deve ser reavaliada (apesar da evolução do diesel S10, menos poluente);
  • Entre os combustíveis fósseis, além do diesel, existe a gasolina (com ~30% de adição de etanol que atenua a emissão de CO2) e o GNV (gás natural veicular) que não são adequados para motores de alta potência;
  • Os biocombustíveis (origem vegetal e renovável), no caso  o Etanol para veículos leves é uma realidade (boa relação entre custo, benefício e boa infraestrutura de distribuição) e para biodiesel deverá fazer parte da composição do diesel fóssil com 15%, atenuando a emissão de gases;
  • Os sintéticos (e-fuel), resultado de “transformação química”, são menos poluentes que os combustíveis fosseis, porém ainda em desenvolvimento e sem perspectiva para utilização em motores de alta potência;
  • Os veículos elétricos, com as baterias de Li passando por rápida evolução, ou híbridos, com combustíveis convencionais, são uma realidade (razoável relação entre custo, benefício, tempo de carregamento e autonomia), porém seu uso para motores de alta potência (TRC) ainda está em desenvolvimento, além da necessidade de aprimorar aspectos de segurança (principalmente no momento da recarga);
  • Os veículos “movidos” a hidrogênio (H2) são uma alternativa mais complexa porque dependem de uma célula de hidrogênio (altamente inflamável e será necessária instalação de infraestrutura para distribuição) que gera energia elétrica (razoável relação entre custo, benefício, 5 minutos para carregamento e autonomia);
  • Atualmente a geração do H2 não é considerada limpa, mas já estão sendo construídas instalações para produção do chamado “hidrogênio verde”, cuja energia será gerada a partir fontes renováveis, como células fotovoltaicas ou geradores eólicos); 

Tecnologias ainda em desenvolvimento:

  • Combina células de combustível de hidrogênio com baterias (atualmente de Li – Lítio) – em experiência na China em locomotiva para 10.000t;
  • Integração de H2 em motores diesel – em experiência pela Shell Brasil
  • A GWM firmou convenio com o Estado de São Paulo para desenvolver veículos movidos a hidrogênio;

Veja também: Caos no transporte rodoviário de cargas (TRC)

Fontes de energia para veículos de carga

Em resumo, como o post avalia cada alternativa:

FonteO que o post afirma
DieselMelhor relação entre custo e potência, mas principal gerador de gases poluentes
BiocombustíveisEtanol é realidade nos leves; biodiesel deverá compor 15% do diesel fóssil
Elétricos e híbridosRealidade nos leves; para alta potência ainda em desenvolvimento
Hidrogênio (H2)Alternativa mais complexa, depende de célula de hidrogênio e infraestrutura
Sintéticos (e-fuel)Menos poluentes, mas ainda em desenvolvimento

Perguntas frequentes sobre transição energética no transporte de carga

Qual o principal desafio da transição energética no transporte de carga?

É encontrar alternativa ao diesel nos motores de média e alta potência que tracionam veículos cada vez maiores. Segundo o post, elétricos, híbridos, e-fuels e hidrogênio ainda estão em desenvolvimento para esse uso, e por isso o transporte rodoviário de cargas deve acompanhar os avanços sem se precipitar na decisão.

Quais são alguns exemplos de transição energética no transporte?

O post cita o etanol, já consolidado nos veículos leves; o biodiesel, que deve compor 15% do diesel fóssil; os combustíveis sintéticos (e-fuel); os veículos elétricos e híbridos; e o hidrogênio, inclusive o hidrogênio verde. Também cita testes com célula de hidrogênio e bateria numa locomotiva na China e com H2 em motor diesel.

Qual combustível domina o transporte rodoviário de cargas?

O diesel, por ter a melhor relação entre custo e potência. Segundo o post, ele é também o principal gerador de gases poluentes, e seu uso deve ser reavaliado, apesar da evolução do diesel S10, menos poluente. Gasolina e GNV não são adequados a motores de alta potência.

Caminhões elétricos já substituem o diesel?

Ainda não nos motores de alta potência. O post afirma que elétricos e híbridos, com baterias de lítio em rápida evolução, são realidade nos veículos leves, mas para o transporte rodoviário de cargas seguem em desenvolvimento, inclusive em aspectos de segurança na recarga.

Qual é o papel do hidrogênio no transporte de carga?

É uma alternativa mais complexa, pois depende de uma célula de hidrogênio, altamente inflamável, que gera energia elétrica, e de infraestrutura de distribuição, com recarga de cerca de 5 minutos. O post cita ainda que a geração do H2 hoje não é considerada limpa e que já se constroem instalações de hidrogênio verde, com energia renovável.

Conteúdos complementares recomendados

  • Caos no transporte rodoviário de cargas: O artigo citado pelo próprio autor.
  • Escolha do modal de transporte: Além disso, critérios para comparar modais.
  • Energia limpa para empilhadeiras: Por fim, a transição energética no armazém.

Conclusão:

Para veículos leves, as soluções estão bem direcionadas considerando que o Etanol é uma realidade e os elétricos e híbridos estão se consolidando, entretanto para o transporte rodoviário de cargas (TRC) em função do que foi exposto acima devemos aguardar os desenvolvimentos em andamento e não se precipitar na tomada de decisão.

Nota: Devemos ressaltar que além da escolha do tipo de motor/combustível não devemos desconsiderar a importância da escolha adequada dos demais modais, normalmente menos poluidores que o TRC.

Por

Antonio Rezende

Gerente da Divisão de Logística da IMAM Consultoria

Gerente da Divisão de Logística da IMAM Consultoria. Atua há mais de 20 anos na IMAM, com mais de 300 projetos realizados. No Blog IMAM, escreve sobre transporte rodoviário de cargas, redução de custos de transporte, modais e cabotagem, terceirização…

655 visualizações
Tags: autonomia, benefício, carga, células, energia, logistica, transportes, trc

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