Ir para o conteúdo
IMAM Consultoria
  • ESTRATÉGIAS E OPERAÇÕES
  • Desenvolvimento Organizacional
  • SUPPLY CHAIN E LOGÍSTICA
  • Fale Conosco
  • Sites
    • IMAM Consultoria
    • Quem somos
    • HOME IMAM
  • Nossos treinamentos
Supply Chain e Logística

Transporte de cargas e meio ambiente: energia, modais e emissões

Por Antonio Rezende em 27 de julho de 2023 • Atualizado em 15 de outubro de 2026
Hand holds green logistics symbol
6 minutos para ler
Conheça nossos cursos | IMAM

Transporte de cargas e meio ambiente em resumo: O impacto do transporte de cargas no meio ambiente depende das fontes de energia e dos modais. O rodoviário responde por cerca de 60% do total em TKU e emite 102,2 gCO2/TKU, contra 23,3 do ferroviário e 20,0 da cabotagem. Por isso, o autor defende acelerar a transição para esses modais acima de 400 km a 600 km.

Ultimamente recebemos muitas informações dispersas sobre o “impacto dos transportes no meio ambiente”, porém contaminadas por aspectos políticos e ideológicos e podemos citar de um lado os imediatistas que desejam o transporte independente dos danos que possam causar e do outro os ambientalistas que  idealizam um mundo “livre” de poluentes (dióxido de carbono/CO2, óxidos de enxofre /SOx, etc.) que podem atenuar o efeito estufa e o consequente aquecimento global, sendo os mais importantes:

Para tentar esclarecer os dilemas vamos dividir e assunto em três aspectos, a seguir:

1- Desenvolvimento tecnológico das fontes de geração de potência: Este é um aspecto importante e tem desenvolvido com razoável velocidade com diversas frentes relacionadas principalmente a motorização e os correspondentes combustíveis:

  • Fósseis – diesel, gasolina, GNV (gás natural veicular) que é o menos poluente,  sendo que os dois primeiros são ainda os mais utilizados (normalmente o primeiro em veículos pesados e o segundo em veículos leves) e poluentes e que nos últimos anos passaram por evolução: o diesel S10 e a gasolina com até 27% de adição de etanol (1);
  • Biocombustíveis, são os chamados combustíveis de origem vegetal e consequentemente renováveis – biodiesel é de origem vegetal e até 2026 deverá corresponder a 15% da mistura com o diesel comum, e o etanol que corresponde a até 27% da mistura com a gasolina comum (1);
  • Hidrogênio – pode ser obtido a partir de combustíveis fósseis / gás natural (H Azul) ou através da eletrólise (H Verde) com a ressalva que a energia inicial deve vir de fontes renováveis; 
  • Sintéticos – resultado de “transformação química”, que podem ser produzidos a partir de carvão mineral, pneus usados, resíduos agrícolas e óleos vegetais e menos poluentes que os combustíveis fosseis e ainda estão em fase de desenvolvimento;
  • Elétricos – dependem da energia gerada a partir de bateria, sendo a mais utilizada atualmente é a de Lítio  (Li) que ainda depende de desenvolvimento em relação a: potência, peso, dimensões, tempo de carregamento e duração.

2- Os Modais: Este é um aspecto, talvez o mais importante, porém deve ser analisado em conjunto com as fontes de geração de potência (item 1):

  • TRC (transporte rodoviário de carga) – é bom para deslocamentos de até 400km a 600km e representa ~60,0% do total transportado em TKU (tonelada x quilômetro útil), com emissão de 102,2 gCO2/TKU (~R$240,0/t);
  • Ferroviário – é bom para deslocamentos maiores que 700km e representa ~24,0% do total transportado em TKU, com emissão de 23,3 gCO2/TKU (~R$80,0/t);
  • Cabotagem – é bom para deslocamentos maiores que 900km e representa ~13,0% do total transportado em TKU, com emissão de 20,0 gCO2/TKU (~R$60,0/t);
  • Demais modais – gasoduto é de uso muito específico e gera poucas emissões e o aéreo, que gera emissões elevadas, mas pontuais, no espaço aéreo. 

Nota: Não foi tratado o tema da poluição nos grandes centros urbanos, pois o maior impacto é gerado por veículos leves de passeio e transporte coletivo de passageiros.

Conclusão:

Em função do que foi exposto cima podemos depreender que:

  • É fundamental continuar, incentivar e acelerar o desenvolvimento tecnológico das fontes de geração de potência (item 1) para possibilitar a transição para fontes menos poluentes;
  • Ao analisarmos a relação entre a taxa de emissão de CO2 (g/TKU) e custo (R$/t) fica evidente a importância que para distâncias maiores que 400km a 600km deve-se acelerar a transição para os modais ferroviário e cabotagem, para além de reduzir as emissões de poluentes também aumentar a eficiência dos transportes, principalmente para produtos de baixo valor agregado;
  • E finalmente temos que contar com a definição e implantação de políticas governamentais estruturantes para a transição dos modais.

Conheça o trabalho da IMAM Consultoria e obtenha melhores resultados

Conheça o curso de gestão da demanda

Emissões e custos por modal de transporte de cargas

Em resumo, os números apresentados no post:

ModalDistância indicadaParticipação em TKUEmissão (gCO2/TKU)Custo aproximado
Rodoviário (TRC)Até 400 km a 600 km~60,0%102,2~R$ 240,0/t
FerroviárioAcima de 700 km~24,0%23,3~R$ 80,0/t
CabotagemAcima de 900 km~13,0%20,0~R$ 60,0/t

Perguntas frequentes sobre transporte de cargas e meio ambiente

Qual modal de transporte de cargas é indicado para cada distância?

Segundo o post, o rodoviário é bom para deslocamentos de até 400 a 600 km, o ferroviário para distâncias acima de 700 km e a cabotagem para distâncias acima de 900 km. O gasoduto tem uso muito específico, e o aéreo gera emissões elevadas, porém pontuais.

Qual modal de transporte de cargas emite menos CO2?

Entre os modais comparados no post, a cabotagem é a que emite menos, cerca de 20,0 gCO2 por TKU, seguida do ferroviário, com 23,3 gCO2 por TKU. O rodoviário emite 102,2 gCO2 por TKU, mais de quatro vezes o ferroviário, e também tem o maior custo por tonelada.

O que é TKU?

TKU é a tonelada por quilômetro útil, a unidade que multiplica o peso transportado pela distância percorrida. O post a usa para comparar a participação de cada modal no total transportado, com cerca de 60% no rodoviário, e a emissão de CO2 de cada um, em gramas por TKU.

Quais fontes de energia são usadas no transporte de cargas?

O post cita os combustíveis fósseis, como diesel, gasolina e GNV, os biocombustíveis, como biodiesel e etanol, o hidrogênio, que pode ser azul, de gás natural, ou verde, por eletrólise com energia renovável, os combustíveis sintéticos, ainda em desenvolvimento, e os veículos elétricos a bateria, sobretudo de lítio.

O que falta para reduzir as emissões do transporte de cargas?

Segundo o autor, é preciso acelerar o desenvolvimento das fontes de energia menos poluentes e, nas distâncias acima de 400 a 600 km, a transição para o ferroviário e a cabotagem, principalmente para produtos de baixo valor agregado. Para isso, são necessárias políticas governamentais estruturantes para a transição dos modais.

📚 Conteúdos complementares recomendados

  • Matriz de transportes no Brasil: Além disso, a participação de cada modal no país.
  • Transição energética nos veículos de transporte: Ou seja, as novas fontes de energia.
  • A evolução da cabotagem: Por fim, o modal de menor emissão do post.

Por: Antonio Rezende

Views: 86
Tags: meio ambiente, Modais, química, transporte
Você também pode gostar
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre software de simulação

Software de simulação: como usar bem na decisão sobre o armazém

Por IMAM em 14 de outubro de 2026 • Atualizado em 16 de outubro de 2026
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre líquidos inflamáveis

Líquidos inflamáveis, ácidos e gases: segurança na movimentação mecanizada

Por IMAM em 14 de outubro de 2026 • Atualizado em 16 de outubro de 2026
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre almoxarife

Almoxarife: funções, perfil e requisitos do cargo

Por IMAM em 14 de outubro de 2026 • Atualizado em 16 de outubro de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

-

E-book Grátis

automacao_na_intralogistica
gestao_competitiva
customer_service
entendendo_a_logistica
cta_guia-para-treinar-e-desenvolver-equipe-de-logistica_01-1


ctas_300x300_azul_foto-9

Posts populares

  • Alta Performance x Sobrevivência Operacional
    Alta Performance x Sobrevivência Operacional
  • Os Heróis da Supply Chain que Ninguém Vê
    Heróis da logística: os profissionais da supply chain que ninguém vê
  • Reduzir estoque pode aumentar o risco
    Reduzir estoque pode aumentar o risco

Sobre o blog

O IMAM leva você mais longe!
Acompanhe aqui as principais tendências da área de capacitação profissional, logística e supply chain.

Categorias

  • Desenvolvimento Organizacional
  • Embalagem
  • Engenharia de Produção e Operações
  • Estratégias e operações
  • Estratégias e Performance (Lean, Toc, 6 Sigma)
  • Série Armazenagem
  • Supply Chain e Logística

Entre em contato

  • Rua Machado Bitencourt, 190 Conj 606/607 Metrô Sta. Cruz, Vila Mariana, 04044-000, São Paulo/SP

  • (11) 5575-1400

  • imam@imam.com.br

  •  (11) 97550-8384
Site criado por Rock Content.

Autores do Blog IMAM