Custo de deslocamento por metro: empilhadeira, transpalete, AGV ou rebocador
Custo de deslocamento em resumo: Custo de deslocamento é quanto custa mover um palete por metro com cada equipamento. No estudo do PDF, o rebocador teve o menor custo por metro, seguido do transpalete manual e do elétrico. Assim, o transpalete manual vence até 30 metros, o elétrico acima disso, e o rebocador é a melhor opção acima de 60 metros.
Hoje há muitos tipos de equipamentos de movimentação e, além disso, as fábricas e os CDs estão cada vez maiores. Por isso, os gestores se perguntam qual é o melhor equipamento. Uma forma objetiva de responder é calcular o custo de deslocamento de cada um.
Para facilitar a comparação, o PDF da IMAM cria um cenário com cinco veículos comuns. Este artigo, baseado nesse acervo técnico, mostra as premissas, os resultados e as conclusões, que podem ser extrapolados para outras situações.
Os equipamentos comparados
| Equipamento | Capacidade | Velocidade de translação | Corredor | Valor de referência |
|---|---|---|---|---|
| Empilhadeira elétrica de mastro retrátil | 2 t, garfo até 10 m | 200 m/min | 2,80 m | R$ 95.000 |
| Empilhadeira a combustão contrabalançada | 2 t, garfo até 5 m | 220 m/min | 4,10 m | R$ 75.000 |
| AGV para dois paletes | 1 t por palete | 220 m/min | 3 m | R$ 160.000 |
| Rebocador a combustão | 4 t | 200 m/min | Não informado | R$ 63.000 mais R$ 15.000 por reboque, com seis reboques |
| Transpalete manual | 1 t | 70 m/min | Não informado | R$ 950 |
Além disso, o estudo também calcula o transpalete elétrico, embora o PDF não traga suas especificações no quadro.

Premissas do cálculo do custo de deslocamento
- Primeiro, cargas paletizadas de 1 m x 1,20 m x 1,20 m de altura e até 1.000 kg.
- Além disso, ritmo médio de movimentação, sem equipamentos de reserva.
- Também uma perda de cerca de 20% da velocidade por aceleração, frenagem e manobras.
- Em seguida, dois turnos com 14 horas trabalhadas, ocupação de 60% e 40% do tempo em translação.
- Da mesma forma, depreciação linear em 36 meses e custo de oportunidade de 0,7% ao mês.
- Além disso, duas baterias para dois turnos e trajetos de ida de até 120 metros.
- Por fim, valores em reais apenas como referência, sujeitos a variação de até 20% para mais ou para menos.

Resultado: custo de deslocamento por metro e por palete
Assim, com planilhas de custos, o estudo chegou aos valores por metro e por palete. Em seguida, a tabela organiza os resultados do menor para o maior custo variável.
| Equipamento | Custo por metro por palete | Custo fixo de carga e descarga |
|---|---|---|
| Rebocador a combustão | R$ 0,00165 | R$ 0,05 |
| Transpalete manual | R$ 0,00279 | Não há |
| Transpalete elétrico | R$ 0,00308 | Não há |
| AGV | R$ 0,0036 | R$ 0,05 |
| Empilhadeira contrapeso a combustão | R$ 0,00380 | Não há |
| Empilhadeira elétrica de mastro retrátil | R$ 0,00491 | Não há |

Como ler o custo de deslocamento
Primeiramente, os valores não devem ser copiados. O ideal é criar modelos próprios, a partir de cenários conhecidos, para apoiar a decisão. Além disso, o PDF tira várias lições do comparativo:
- Comparar só o custo por metro das duas empilhadeiras engana. A elétrica pede corredor menor e eleva mais o garfo, o que pode reduzir o investimento no prédio. Por isso, o que deve prevalecer é o valor total.
- Além disso, o AGV custa um pouco mais e não tem a agilidade do transpalete elétrico. Ainda assim, pode ser viável em operações específicas, como áreas insalubres, e em rotas fixas.
- Por outro lado, o transpalete elétrico se consolida em armazéns de ritmo médio e intenso, para poupar o deslocamento das empilhadeiras.
- Já o transpalete manual é imbatível em distâncias pequenas.
- Por fim, os rebocadores são muito competitivos com ocupação alta e trajetos acima de 70 metros, principalmente entre prédios.
Distância ideal de cada equipamento
Em resumo, usar empilhadeira em trajetos acima de 30 metros merece análise, sobretudo com mais de três equipamentos. Afinal, ela foi feita para empilhar, e não para deslocar cargas em médias e grandes distâncias. Por isso, o transpalete manual atende até 30 metros, por limites ergonômicos, e o elétrico, acima disso. Já o rebocador, com a empilhadeira na carga e descarga, é viável a partir de 40 metros e é, de longe, a melhor solução acima de 60 metros.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
Calcular o custo de deslocamento evita um erro comum: usar só empilhadeiras, por serem as mais versáteis. Em muitas situações, o transpalete e o rebocador são mais adequados e mais econômicos. Portanto, vale montar o próprio cenário e comparar o custo total.
Conteúdos complementares recomendados
- Como calcular o custo horário de empilhadeira: A conta detalhada por hora de operação.
- Custo total de propriedade das empilhadeiras: Todos os gastos ao longo da vida útil.
- Transporte horizontal de paletes: As opções automatizadas para trajetos longos.
