Escolha de equipamentos de movimentação: distância, fluxo e layout
Escolha de equipamentos de movimentação em resumo: Escolha de equipamentos de movimentação parte de duas variáveis: a distância do trajeto e a intensidade do fluxo. Elas definem quatro categorias, de equipamentos simples de movimentação a transportadores complexos. Além disso, o custo por unidade cresce com a distância, e o arranjo físico, definido pelo método de estocagem, determina as distâncias a percorrer.
Duas variáveis guiam a escolha de equipamentos de movimentação: a distância do trajeto e a intensidade do fluxo de material. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como elas apontam o equipamento certo e como o arranjo físico entra nessa conta.
Distância e intensidade na escolha de equipamentos de movimentação
Combinadas, essas duas variáveis formam quatro categorias de equipamentos. Em seguida, a tabela mostra cada uma com um exemplo do PDF.
| Categoria | Distância | Intensidade | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Movimentação simples | Curta | Baixa | Transpaletes manuais |
| Movimentação complexa | Curta | Alta | Transportadores contínuos de rolos |
| Transporte simples | Longa | Baixa | Rebocadores e carretas industriais |
| Transporte complexo | Longa | Alta | Transportadores contínuos de correia |

Custo por unidade e distância
Ao escolher, lembre que o custo por unidade movimentada depende da distância. Quanto mais longe um palete ou uma caixa vai, mais ele custa. Além disso, considere o custo total antes mesmo de o produto dar os primeiros passos.
Alguns equipamentos são fáceis de carregar e descarregar, mas encarecem ao percorrer a distância. É o caso dos pequenos e manuais, com pouca carga útil. Outros custam mais para carregar e descarregar. Contudo, como andam mais rápido, levam mais carga e costumam ser mecanizados, têm custo total menor à medida que a distância aumenta.
Por exemplo, compare uma empilhadeira manual movendo caixas com uma empilhadeira contrabalançada movendo paletes na expedição. Para movimentos esporádicos e curtos, a manual é boa opção, pois é simples e fácil de operar. Já a contrabalançada reduz o custo por unidade nas longas distâncias, embora pegar um palete seja mais lento que pegar uma caixa. Por isso, se todas as movimentações de uma instalação ampla usarem o mesmo equipamento, algo provavelmente sairá errado.
Intensidade do fluxo na escolha de equipamentos de movimentação
Analise a intensidade e a frequência das movimentações em cada trajeto do armazém. Quanto maior o volume num trajeto repetitivo, mais se justifica investir em equipamentos sofisticados ou automatizados. Por outro lado, se o trajeto tem pouca intensidade, os métodos manuais podem ser mais econômicos.
Assim, num trajeto pouco usado, empilhadeiras podem ser adequadas, conforme a distância. Mas se os funcionários percorrem o mesmo caminho o dia inteiro, por exemplo da prateleira de caixas até a área de espera, considere um transportador contínuo ou um veículo automaticamente guiado. Afinal, não faz sentido pagar um operador sentado numa empilhadeira o dia todo no mesmo trajeto.
Arranjo físico e escolha de equipamentos de movimentação
Determine os métodos de estocagem antes de projetar ou mudar o arranjo físico. O método de estocagem define as necessidades de espaço, que moldam o arranjo. Por sua vez, o arranjo influencia a movimentação, porque é dele que surgem as distâncias. Ou seja, tudo está interligado.
Cinco informações para o arranjo físico
Essas informações valem para cada área do prédio, como recebimento, separação e expedição:
- Produto ou material: nas áreas de estocagem e separação, são os itens do estoque. Já no recebimento, é o pedido de entrada e, na expedição, o pedido do cliente.
- Quantidade: a taxa ou a velocidade do fluxo e quanto produto há disponível a cada momento.
- Roteirização ou processo: a sequência das operações e os métodos de movimentação e estocagem. Por isso, minimize as distâncias nos trajetos de maior intensidade.
- Serviços de apoio: manutenção, carga de baterias e utilidades, além de escritórios, salas de descanso, banheiros e área para motoristas.
- Tempo: sazonalidade, picos, tempos de processo e horários. Por exemplo, dá para estocar num turno e separar em outro.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A escolha de equipamentos de movimentação depende de quanto e de quão longe o material se move. Em resumo, cruze distância e intensidade, considere o custo por unidade e defina antes o método de estocagem e o arranjo físico. Assim, você evita gargalos e acúmulos e garante qualidade e produtividade.
Conteúdos complementares recomendados
- Custo de deslocamento por metro: Quanto custa mover um palete com cada equipamento.
- Rebocadores e carretas: Uma opção para trajetos longos.
- Princípios do layout de um armazém: Como o arranjo físico afeta a operação.
