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Supply Chain e Logística

Implantação do Bloco K: o cadastro de itens e os pontos de controle

Por IMAM em 13 de outubro de 2026
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre implantação do Bloco K
5 minutos para ler
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Implantação do Bloco K em resumo: Implantação do Bloco K exige escriturar todo mês a entrada, a saída e os saldos de matéria-prima, embalagens, produtos em processo e acabados. Por isso, envolve ao menos seis áreas da empresa. O ponto crítico é o cadastro de itens no sistema: tipo do item, NCM, unidade de medida, ficha técnica e ordens de produção.

A implantação do Bloco K tornou digital uma obrigação antiga. Afinal, o Bloco K é a escrituração do Livro de Registro de Controle da Produção e do Estoque na Escrituração Fiscal Digital, dentro do SPED. Na verdade, esse livro, em versão física, já estava previsto na legislação fiscal desde a década de 1970. Por sua vez, o PDF, de 2015, tratava da preparação das primeiras empresas obrigadas.

Até então, os projetos do SPED envolviam sobretudo contabilidade, área fiscal e TI. No entanto, com o Bloco K, outras áreas passam a ter responsabilidade tão grande quanto essas. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, reúne os pontos de atenção dessa mudança.

O que muda com a implantação do Bloco K

Em primeiro lugar, no Bloco K passa a ser obrigatório escriturar, todo mês, a entrada e a saída de matéria-prima, embalagens, produtos em processo, produto acabado, subproduto, produto intermediário e outros insumos, além dos saldos.

Por isso, no mínimo seis departamentos participam do projeto, do cadastro de itens à produção. Além da contabilidade e do fiscal, entram compras, almoxarifado, PCP e produção. Juntos, eles garantem a acuracidade dos níveis de estoque.

Ilustração do artigo sobre implantação do Bloco K, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Pontos de controle no cadastro de itens

O momento da implantação no software é crucial, porque o cadastro básico de itens direciona todas as demais ações. Veja os pontos que merecem atenção:

  1. Tipo do item: revise os códigos já atribuídos. Por exemplo, um item de uso e consumo (código 07) não tem saldo apurado, enquanto a matéria-prima (código 01) tem.
  2. NCM: além disso, o produto precisa do enquadramento correto na Nomenclatura Comum do Mercosul, coerente com o CNAE da empresa.
  3. Unidade de medida: também confira se é a mesma usada pelo fornecedor na entrega; caso contrário, será preciso converter.
  4. Ficha técnica: a empresa informa quais itens e em que quantidades compõem cada produto. Ou seja, ela se refere só aos insumos, sem tecnologia, forma ou mão de obra. Por isso, foi o ponto mais polêmico.
  5. Ordens de produção: elas, ou um controle equivalente, passam a ser documentos importantes para controlar a matéria-prima. Assim, perdas, refugos e materiais de teste, pesquisa ou promoção devem ser rigidamente comprovados.
  6. Informação às áreas fiscal e contábil: por fim, processos antes despercebidos precisam ser sistematizados, por exemplo para o estorno de crédito tributário.

Tipos de item na implantação do Bloco K

Além disso, no sistema ERP, cada produto recebe um código de tipo no cadastro. A tabela mostra a lista do PDF:

CódigoTipo de itemObservação do PDF
00Mercadoria para revendaAdquirida para comercialização
01Matéria-primaCompõe física ou quimicamente o produto e não vem do processo produtivo; mercadoria recebida para industrialização também é tipo 01
02EmbalagemSem detalhamento no PDF
03Produto em processoNasce e é consumido no processo; não está pronto para venda
04Produto acabadoResultado final da atividade, pronto para venda
05SubprodutoNasce no processo, mas não é o objeto principal; pode ter aproveitamento econômico
06Produto intermediárioConsumido na industrialização sem integrar o produto, como lixa, broca e serra; não entra na ficha técnica
07Material de uso e consumoConsumido na produção sem medição diária, como estopas; não entra no estoque escriturado
08Ativo imobilizadoSem detalhamento no PDF
09ServiçosSem detalhamento no PDF
10Outros insumosSem detalhamento no PDF
99OutrasSem detalhamento no PDF

Por que se antecipar

A complexidade de detalhes e de processos integrados é imensa. Por isso, a comunicação entre as áreas é decisiva. Além disso, as empresas devem se antecipar, porque a preparação é tão importante quanto a operação.

Por exemplo, simulações e auditorias ajudam a prever incorreções. Afinal, as multas são pesadas quando o fisco encontra diferenças sem justificativa plausível. Segundo o PDF, algumas empresas cogitavam até medidas cautelares para não revelar a fórmula dos produtos, que faz parte do seu conhecimento próprio.

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

A implantação do Bloco K começa no cadastro de itens e depende de várias áreas trabalhando juntas. Em resumo, revise tipos, NCM, unidades e fichas técnicas, documente perdas e simule antes de entregar a obrigação.

Conteúdos complementares recomendados

  • Dificuldades e ganhos da implementação: O que as empresas viveram depois da obrigação.
  • Acuracidade de estoque: Por que o saldo precisa bater com o físico.
  • PPCP: O planejamento que alimenta as ordens de produção.
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