Desenvolvimento Organizacional
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Empresas horizontais: gestão por processos no lugar de departamentos
Sumário executivoEmpresas horizontais em resumo: Empresas horizontais se organizam em torno de processos e projetos, e não de departamentos. Diferente das verticais, em que a hierarquia é rígida e a autonomia fica nos níveis superiores, nelas os times ganham autonomia, informações e indicadores com metas claras. Além disso, os chefes dão lugar a líderes que atuam como facilitadores e treinadores.
Há muitos anos, no início da década de 90 surgiu um movimento empresarial chamado de Reeengenharia.
Dentre os muitos conceitos que trabalhamos com nossos clientes naquela época, o conceito de gestão de processos ao invés de departamentos, para mim foi o mais importante, dando início às chamadas Empresas Horizontais.
Muitos anos depois continuamos melhorando as Empresas e buscando organizá-las em torno de processos e projetos.
O “departamentalismo” é uma doença empresarial das mais nocivas, onde os interesses dos departamentos se sobressaem em detrimento dos interesses do negócio. Causando conflitos básicos e perda foco e de energia das pessoas.
Por exemplo quando o departamento de compras, através da meta de redução de custos de aquisição, ou o departamento de produção, a fim de aumentar sua eficiência, aumentam os estoques, gerando problemas de fluxo de caixa para o financeiro e aumento dos custos de armazenagem, as vezes demandando depósitos externos a planta e os custos de manutenção de estoque (custos de oportunidade).

É uma doença silenciosa que demora para ser entendida e tratada, sendo em alguns casos negligenciada.
A grande diferença entre as Empresas Verticais e Horizontais é a cadeia de comando.
Enquanto nas Empresas verticais a hierarquia é rígida e o poder de decidir e a autonomia são maiores nos níveis superiores, os chamados estratégicos, nas Empresas Horizontais, os Times de Processos e Projetos ganham mais autonomia, informações, indicadores com metas claras e desenvolvem a autogestão.
Neste modelo os “chefes” são substituídos por líderes, que ao invés de planejar e controlar o trabalho, atuam como facilitadores e treinadores, preocupando-se com as condições de trabalho dos Times e em dar todo o suporte para que estes possam se desenvolver, melhorar seu desempenho a cada dia e desafiá-los constantemente.
Os Times têm seus limites claramente definidos através da definição de onde começam e terminam os seus respectivos processos, indicadores com metas caras, onde os objetivos são comuns a todos. Ou seja, quando são atingidos todos são responsáveis e quando não são também.
Por exemplo em um Processo de Suprimentos, o Time será avaliado tanto pelo custo total de abastecimento, bem como pelo nível de serviço aos seus clientes internos. Tendo que se preocupar e melhorar o processo como um todo.
Temos excelentes exemplos recentes nas Empresas de Tecnologia, tais como Google e Tesla, tendo esta segunda no seu CEO, o famoso Elon Musk o maior entusiasta da Gestão Horizontal.
Peter Drucker também é outro grande influenciador das Empresas Horizontais.
Ele enfatizou a importância da comunicação eficaz entre os departamentos de uma organização para evitar problemas e melhorar a colaboração. A ideia de permitir o fluxo livre de informações entre todos os níveis é fundamental para otimizar processos e promover um clima organizacional saudável. Quando os departamentos se comunicam de forma eficiente, a produtividade aumenta e os resultados da empresa são positivamente impactados. Portanto, investir em estratégias para melhorar a comunicação interna é essencial para o sucesso de qualquer negócio.
E por onde começar a desenvolver as Empresas Horizontais?
O primeiro passo é um amplo diagnóstico para que possamos desenhar os processos chave ou fluxo de valor.
Exemplo na Empresa Industrial:

Depois teremos que descrever cada processo através de uma Ficha Técnica, a fim de deixarmos muito claro os limites, a missão ou propósito, os inputs e seus fornecedores e os produtos (o que realmente agrega valor para os clientes deste processo) e seus clientes. Desta forma definimos os limites do processo.
Exemplo de Ficha Técnica de Processo:

O último passo é treinarmos o Gestor do Processo e seu Time, definirmos os indicadores e metas e implementarmos os rituais de gestão.
Lembrando que este é um processo gradativo, que envolve a mudança da cultura organizacional e deve ser iniciado pelos níveis estratégicos da organização, sob pena da cultura comer a estratégia no café da manhã.

Empresas verticais x empresas horizontais
Em resumo, o contraste descrito no post:
| Aspecto | Empresa vertical | Empresa horizontal |
|---|---|---|
| Cadeia de comando | Hierarquia rígida | Times de processos e projetos com autogestão |
| Autonomia | Maior nos níveis superiores, os estratégicos | Dos times, com informações e metas claras |
| Papel de quem lidera | Chefe que planeja e controla o trabalho | Líder que atua como facilitador e treinador |
| Objetivos | Interesses dos departamentos podem se sobrepor aos do negócio | Objetivos comuns, e todos respondem pelo resultado |
Perguntas frequentes sobre empresas horizontais
A grande diferença é a cadeia de comando. Na empresa vertical, a hierarquia é rígida e o poder de decisão se concentra nos níveis estratégicos. Na horizontal, os times de processos e projetos ganham autonomia, informação e indicadores com metas claras, e os chefes dão lugar a líderes que atuam como facilitadores e treinadores.
É a empresa organizada em torno de processos e projetos, e não de departamentos. O conceito ganhou força com a Reengenharia, no início da década de 1990, e busca que os times enxerguem o processo de ponta a ponta, com objetivos comuns, em vez de defenderem os interesses de cada área.
Segundo o autor, é uma doença empresarial em que os interesses dos departamentos se sobressaem aos do negócio. Por exemplo, compras ou produção aumentam os estoques para cumprir suas metas e geram problemas de fluxo de caixa e custos de armazenagem. É uma doença silenciosa, que demora a ser entendida e tratada.
Os times têm limites definidos por onde começam e terminam seus processos e indicadores com objetivos comuns, pelos quais todos respondem. Num processo de suprimentos, por exemplo, o time é avaliado pelo custo total de abastecimento e pelo nível de serviço aos clientes internos, o que obriga a melhorar o processo como um todo.
O primeiro passo é um amplo diagnóstico para desenhar os processos chave ou o fluxo de valor. Depois, cada processo é descrito numa ficha técnica, com limites, missão, inputs, fornecedores, produtos e clientes. Por fim, treinam-se o gestor e o time, definem-se indicadores e metas e implantam-se os rituais de gestão, num movimento iniciado pelos níveis estratégicos.
Conteúdos complementares recomendados
- A importância da arquitetura organizacional: Além disso, como desenhar a estrutura da empresa.
- Mapeamento de processos: Ou seja, o desenho dos processos chave.
- Cultura organizacional: mudar ou se adaptar: Por fim, o peso da cultura na mudança.

