Logística de vestuário no varejo: caso de uma rede com 300 lojas
Logística de vestuário em resumo: A logística de vestuário no varejo precisa de precisão e flexibilidade ao mesmo tempo, porque as rotinas mudam com estações, promoções e coleções. No caso relatado, um operador levou ferramentas da indústria para o varejo, com WMS, TMS, fluxos separados para peças dobradas e encabidadas e auditorias de inventário.
Atender mais de 300 lojas de roupas, respeitando mudanças de estação, promoções e novas coleções, é um desafio e tanto. Em 2009, um grande grupo varejista de vestuário convidou um operador logístico para desenvolver um projeto completo de logística de vestuário: inbound, armazenagem, e-commerce e outbound.
Contudo, o operador tinha larga experiência só com a indústria. Seria o seu primeiro cliente de varejo. Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, mostra como o operador montou o projeto.
O diagnóstico: menos organização que na indústria
Primeiramente, o projeto começou com o mapeamento dos processos e das características críticas da operação. A equipe verificou que o nível de organização e de acuracidade era menor do que o habitual na indústria. Então, operador e cliente definiram juntos o modelo ideal: aproveitar as ferramentas da indústria, que dão grande precisão, com as adaptações necessárias para a flexibilidade do varejo.

Um processo customizado para a logística de vestuário
Os especialistas desenharam um processo sob medida, com pontos de controle rigorosos. Assim, a operação cumpriria os lead times e as especificações dos produtos sem falhas. Ao mesmo tempo, as rotinas poderiam mudar conforme as estações do ano, as promoções e as novas coleções.
- Primeiro, a equipe customizou o WMS (sistema de gerenciamento de armazéns) e o TMS (sistema de gerenciamento do transporte) para atender as lojas e as vendas pelo e-commerce.
- Além disso, a equipe escolheu a infraestrutura do armazém e os equipamentos com o mesmo princípio.
- Por fim, as partes implantaram todo o projeto num prazo muito curto para o porte, graças à parceria.

Como funciona o fluxo da logística de vestuário
Na prática, a operação usa dois pontos. Assim, a tabela mostra o caminho das peças, do porto até as lojas.
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| Armazém próximo ao porto de Santos | Recebe e armazena as roupas importadas |
| Transferência | Envia as peças ao CD conforme a demanda de uso |
| CD próximo ao Rodoanel, em São Paulo | Recebe o histórico de vendas das lojas e o transforma em demanda |
| Separação | Gera pedidos e ondas de picking |
| Expedição | Otimiza as rotas e entrega em todo o país |
Por isso, todo o processo usa sistemas informatizados, com coletores de radiofrequência. Além disso, o WMS controla a operação passo a passo e o desempenho de cada operador.
Peças dobradas e peças encabidadas
As peças chegam divididas em dois grupos. Por isso, cada um segue um fluxo próprio.
| Tipo de peça | Fluxo |
|---|---|
| Dobradas | Recebem etiqueta e embalagem em transportadores contínuos automáticos |
| Encabidadas | Por outro lado, usam um equipamento especial para descarregar os contêineres, movimentar, armazenar, etiquetar e embalar conforme o tipo e o destino |

Inventário nas lojas e nos armazéns
Por fim, a última fase trouxe auditorias de inventário nos armazéns e nas lojas. Para isso, uma equipe capacitada passou a fazer o inventário em todo o país. Dessa forma, a acuracidade conquistada no CD se estende até o ponto de venda.
O que o caso ensina sobre logística de vestuário
Segundo o operador, o cliente ficou muito satisfeito. Afinal, o ponto central foi usar no varejo as ferramentas mais eficientes da logística industrial, somando a experiência do cliente no ramo ao conhecimento, à flexibilidade e à criatividade do operador. Em resumo, precisão e flexibilidade não são opostas quando o processo tem controles claros.
Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Leia o artigo original em PDF. Conheça também a IMAM Consultoria.
Conclusão
A logística de vestuário exige um processo que mude com as coleções sem perder o controle. Em resumo, sistemas customizados, fluxos separados por tipo de peça, separação em ondas e inventário até as lojas mostram como levar a precisão da indústria para o varejo.
Conteúdos complementares recomendados
- CD para varejo: estudo de caso: Outro caso de centro de distribuição varejista.
- Administração do estoque no varejo: Como controlar o estoque nas lojas.
- Operador logístico: O papel do parceiro que assume a operação.

