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IMAM Blog Supply Chain e Logística Matriz de excelência: planejamento, execução e controle em projetos de intralogística

Supply Chain e Logística

Matriz de excelência: planejamento, execução e controle em projetos de intralogística

  • Por Eduardo Banzato
  • Publicado em 17/07/2025
  • Atualizado em 22/10/2026
  • 8 min de leitura
Matriz de Excelência
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Sumário executivo

Matriz de excelência em resumo: A Matriz de Excelência cruza os três fatores básicos de qualquer operação, planejamento, execução e controle, cada um em dois níveis, bom ou ruim, o que gera 8 combinações. Só a combinação dos três bons leva à excelência operacional. Assim, ela ajuda a evitar o mau investimento em intralogística, mas se aplica a qualquer atividade econômica.

Já teve a sensação de “queimar dinheiro”, seja no curto, médio ou longo prazo?

Investir na excelência operacional (tecnologia + processos + pessoas) é absolutamente fundamental para se posicionar de forma competitiva no mercado. Mas é impressionante observar como muitas empresas no Brasil e no mundo acabam investindo “MAL” em muitas iniciativas.

Claro que o “MAL” investimento é muito relativo e depende de vários fatores estabelecidos pelos investidores, mas este “MAL” deixa de ser relativo quando se percebe que o próprio dono do capital “terceiriza” os critérios de decisão para outros, que possuem critérios e interesses completamente divergentes.

E é aqui que a realidade se depara com diferentes situações que são exploradas nesta Matriz de Excelência que, embora tenha sido desenvolvida com ênfase em investimentos na intralogística, se aplica a qualquer outra atividade econômica.

A intralogística, na medida que se torna cada vez mais um importante diferencial competitivo de muitas empresas, recebe do mercado uma enorme oferta de oportunidades tecnológicas, desde as mais simples, baseadas em abordagens de melhorias de processos, como: “lean”, kaizen, karakuri etc., até as mais sofisticadas, baseadas em alta tecnologia e automação (robôs, shuttles, AS/RS, AMR etc.).

MATRIZ, PLANEJAMENTO + EXECUÇÃO + CONTROLE

Independente da solução a ser adotada, é fundamental ter em mente a importância de se gerenciar os três fatores básicos na busca do sucesso de qualquer operação — Planejamento (P), Execução (E) e Controle (C). Sim… claro que isto é a essência do PDCA… e na intralogística:

Planejamento (P): é o desafio que temos hoje, diante de tantas alternativas, de avaliar não apenas a solução, mas quem irá implementar a mesma, objetivando a maior competitividade no curto, médio e longo prazo.

Execução (E): todas as ações relacionadas necessárias à implementação do que foi planejado (equipes internas ou terceiros – parceiros) e NÃO aos ativos (equipamentos, recursos etc.) que foram definidos no planejamento.

Controle (C): processos + tecnologias + pessoas que precisam receber investimentos a fim de monitorar e auxiliar no processo de gestão operacional. A tendência é aumentar a complexidade quanto maior o investimento.

Considere portanto cada um destes 3 fatores com dois níveis cada (Bom ou Ruim) e, desta forma, temos 2³ = 8 combinações possíveis que podem ser observadas nesta matriz a seguir.

Matriz de Excelência
Eduardo Banzato – IMAM

Confira assim o que pode acontecer com a sua operação nestas 8 combinações e tome as melhores decisões:

1. Planejamento Ruim, Execução Boa, Controle Bom

Consequência: Perdas invisíveis. A operação funciona bem, é bem controlada, mas não foi planejada para a excelência. Assim, não se percebem as oportunidades não exploradas. É o “funciona, mas poderia ser muito melhor”.

2. Planejamento Bom, Execução Ruim, Controle Bom

Consequência: Excelência perdida. O projeto foi bem estruturado e existe controle para detectar desvios, mas a execução falha em entregar o planejado. Isso gera frustração com a estratégia e descredibiliza o planejamento. A excelência fica no papel.


3. Planejamento Bom, Execução Boa, Controle Ruim

Consequência: Risco crescente e instabilidade. Tudo começa bem, mas sem controle adequado, desvios se acumulam sem serem corrigidos. A performance pode deteriorar com o tempo. É o clássico caso de “começou excelente, mas foi se perdendo”.


4. Planejamento Ruim, Execução Ruim, Controle Bom

Consequência: Apagando incêndios. O controle evidencia todos os erros, mas não há base nem execução para corrigi-los. Gera sobrecarga nos times de controle, clima tenso e foco excessivo em apagar incêndios.


5. Planejamento Ruim, Execução Boa, Controle Ruim

Consequência: Funcionamento momentâneo. Parece que tudo está funcionando, mas só parece… sem planejamento e controle, a operação é refém da sorte e de pessoas-chave que implementaram. Basta um imprevisto e tudo desmorona. Sucesso pontual, não sustentável.


6. Planejamento Bom, Execução Ruim, Controle Ruim

Consequência: Fracasso anunciado. Mesmo com um bom planejamento, a execução é falha e ninguém está acompanhando os desvios. Os objetivos não são atingidos, e não há clareza do porquê. É o desperdício total do bom planejamento que foi realizado.


7. Planejamento Ruim, Execução Ruim, Controle Ruim

Consequência: Colapso operacional. A tríade que falha leva a erros graves, retrabalho, custos altos e insatisfação. É o tipo de operação que sobrevive no grito, totalmente dependente de pessoas e sem resiliência.


8. Planejamento Bom, Execução Boa, Controle Bom

Consequência: Excelência Operacional. A combinação ideal. Há visão estratégica, execução competente e acompanhamento em tempo real. Essa estrutura permite melhoria contínua, adaptação rápida e vantagem competitiva.

O QUE A EXPERIÊNCIA MOSTRA

Obviamente que, não apenas no Brasil, a experiência mostra que a maioria das empresas e dos investidores optam por reduzir este investimento inicial em planejamento + execução + controle no curto prazo e implementar uma operação que se mostrará menos competitiva no médio e longo prazo.

Isto é uma realidade observada em mais de 80% dos mais de 1.500 projetos de intralogística já desenvolvidos pelo time da IMAM, pois a constatação geralmente é: “Por que não investimos nisso antes?”.

Obviamente existem empresas que investem a tempo e identificam oportunidades absolutamente impactantes (Ex.: a empresa que investiu US$ 5 milhões para entregar o mesmo resultado que seria entregue por um projeto de US$ 20 milhões.). E quanto mais o mercado avança, maior o risco de se deparar com este tipo de situação.

Apenas para referência, segue um gráfico relativo dos investimentos recomendados em projetos de intralogística.

Curso de Tecnologia da Informação aplicada à Logística - Eduardo Banzato - IMAM
Curso de Tecnologia da Informação aplicada à Logística – Eduardo Banzato – IMAM

QUALIDADE DO PLANEJAMENTO + EXECUÇÃO + CONTROLE

Os valores percentuais apresentados no gráfico variam de acordo com a qualidade do planejamento, execução e controle e envolve as experiências (conhecimento tácito e científico), pessoas envolvidas (stakeholders), tecnologias a serem empregadas e estratégias que precisam ser desenhadas para o horizonte de curto, médio e longo prazo.

Assim, diante de um investimento alto ou baixo em intralogística ou em qualquer outra área de atuação econômica, lembre-se destes pontos.

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Sucesso na busca da competitividade e vamos em frente.

Segue também a Matriz de Excelência (em Inglês) caso haja interesse.

Selo Conteúdo criado por humano, com ícone branco de visto em círculo sobre faixa azul

Combinações da Matriz de Excelência

Em resumo, cinco das oito combinações descritas no post (P é planejamento, E é execução e C é controle):

CombinaçãoConsequência
P bom, E bom, C bomExcelência operacional
P ruim, E bom, C bomPerdas invisíveis
P bom, E ruim, C bomExcelência perdida
P bom, E bom, C ruimRisco crescente e instabilidade
P ruim, E ruim, C ruimColapso operacional

Perguntas frequentes sobre a matriz de excelência

O que é a matriz de excelência?

É uma ferramenta que cruza três fatores básicos de qualquer operação, planejamento, execução e controle, cada um em dois níveis, bom ou ruim. O resultado são 2 elevado a 3, ou seja, 8 combinações, cada uma com uma consequência para a operação. Foi desenvolvida com ênfase em intralogística, mas vale para qualquer atividade econômica.

O que significa cada fator da matriz de excelência?

Planejamento é avaliar a solução e quem irá implementá-la, buscando competitividade no curto, médio e longo prazo. Execução reúne as ações para implementar o planejado, com equipes internas ou parceiros, e não os ativos em si. Controle envolve processos, tecnologias e pessoas que monitoram e apoiam a gestão operacional. É a essência do PDCA.

O que acontece quando o planejamento é ruim e a execução e o controle são bons?

O resultado são perdas invisíveis. A operação funciona bem e é bem controlada, mas não foi planejada para a excelência, então as oportunidades não exploradas passam despercebidas. É o caso do funciona, mas poderia ser muito melhor. A excelência operacional só aparece quando os três fatores são bons.

Por que tantas empresas investem mal em intralogística?

Segundo o autor, a maioria das empresas e dos investidores reduz o investimento inicial em planejamento, execução e controle no curto prazo e acaba com uma operação menos competitiva no médio e longo prazo. Isso foi observado em mais de 80% dos mais de 1.500 projetos de intralogística desenvolvidos pela IMAM.

Conteúdos complementares recomendados

  • Excelência operacional: Além disso, o que é a combinação ideal.
  • A importância do planejamento intralogístico: O primeiro fator da matriz.
  • PDCA na gestão de processos: Por fim, a base do ciclo de planejar, executar e controlar.

Por

Eduardo Banzato

Diretor do Grupo IMAM

Especialista em Supply Chain, Intralogística, Manufatura e Gestão Organizacional (Inovação Disruptiva). 30 anos de experiência profissional em mais de 300 projetos. Formado em Engenharia Industrial e pós-graduado em Administração de Empresas, com especialização em TOC, LEAN, 6SIGMA e Desenvolvimento Organizacional.…

713 visualizações
Tags: controle, excecução, excelência, intralogistica, kaizen, lean, planejamento, robôs

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