Transformação digital na supply chain: o que a pesquisa com 60 líderes mostra
Transformação digital em resumo: A transformação digital na supply chain não exige ruptura radical, compra de startups nem troca drástica dos sistemas legados. Segundo a pesquisa de Nathan Furr e Andrew Shipilov com 60 líderes sêniores, citada no post, o digital convive com o físico e o foco principal deve ser o cliente. Assim, a chave é respeitar a mudança incremental.
Mitos invadem o universo da Supply Chain 4.0 e assustam muitas empresas e profissionais que se veem em um mundo complexo, caro, duvidoso e entendem que soluções de automação e tecnologia é para o futuro. Enquanto isso, poucas empresas avançam em uma realidade 4.0 que, com todo o respeito, podem ser implementadas até na padaria do seu Manoel e na quitanda da senhora Tanaka.
Neste artigo, compartilhamos com os nossos clientes e leitores de nossos conteúdos uma matéria da Harvard Business Review, dos autores Nathan Furr e Andrew Shipilov (professores do INSEAD), que desenvolveram uma pesquisa com 60 líderes sêniors, participantes dos seus cursos e que reflete a realidade da transformação digital.
Apesar da pesquisa não estar direcionada exclusivamente ao universo da Supply Chain, como nós do IMAM temos desenvolvido projetos que envolvem a transformação digital na cadeia de suprimentos, destacamos aqui alguns tópicos que retratam exatamente a mesma realidade encontrada por nós:
1. O digital não requer uma ruptura radical da proposta de valor (DISRUPÇÃO), mas ferramentas digitais podem melhorar o atendimento das necessidades já conhecidas dos clientes. Passar ou não por uma disrupção vai depender do trabalho que você desenvolve para o seu cliente;
2. A tecnologia digital não está mais no domínio isolado da TI e é atualmente aplicada em todas as partes da cadeia de valor das empresas;
3. O digital, obviamente, não substituirá o físico completamente e a realidade é que ambos devem coexistir;
4. A transformação digital também não requer compras de startups, mas empresas inteligentes têm construído um relacionamento híbrido com as startups, forte o suficiente para aprender e encontrar sinergias, mas fraco para evitar a destruição da cultura de startup;
5. O digital não tem só a ver com tecnologia… o foco principal deve ser no cliente, seja por meio de operações mais eficazes, pela personalização em massa ou ainda em novos produtos e serviços;
6. A transformação digital não requer uma alteração drástica dos sistemas legados, mas atualmente requer a construção de “pontes” (interfaces de middleware) a fim de agilizar o processo e reduzir riscos;
Conclusão
Para Nathan Furr e Andrew Shipilov, a chave do sucesso tem sido o foco nas necessidades do cliente, flexibilidade organizacional, respeito à mudança incremental e consciência de que novas habilidades e tecnologias devem ser não apenas adquiridas, mas também protegidas – algo que as melhores empresas tradicionais sempre fizeram bem.
Alguns cases no Brasil que caracterizam a evolução da transformação digital nas cadeias de suprimentos (Supply Chain 4.0) estarão presentes no 15º Seminário LOGISMAT, que acontece entre 15 e 17 de Outubro, em paralelo a FENATRAN e MOVIMAT e mostrarão a transformação digital e os desafios que empresas como Embraer, Natura, Metalsa, Avon, iFood, TruckPad, entre outras que estão investindo no Brasil.
Saiba mais:
https://www.evolutapro.com.br/curso/supply-chain-tech
Veja também: Gestão da Logística na Era Digital
Os pontos da pesquisa sobre transformação digital
Em resumo, os tópicos destacados no post:
| Tema | O que o post afirma |
|---|---|
| Disrupção | Não requer ruptura radical da proposta de valor; ferramentas digitais melhoram o atendimento de necessidades já conhecidas |
| TI e cadeia de valor | A tecnologia digital saiu do domínio isolado da TI e é aplicada em toda a cadeia de valor |
| Físico e digital | O digital não substituirá o físico completamente; ambos devem coexistir |
| Startups | Não exige comprar startups, mas um relacionamento híbrido com elas |
| Cliente e sistemas legados | O foco é o cliente, e os sistemas legados ganham pontes de middleware em vez de troca drástica |
Perguntas frequentes sobre transformação digital na supply chain
Transformação digital é o uso de ferramentas digitais em todas as partes da cadeia de valor para atender melhor as necessidades do cliente, por operações mais eficazes, personalização em massa ou novos produtos e serviços. Segundo a pesquisa citada no post, ela não exige ruptura da proposta de valor, e o digital convive com o físico.
Não. Segundo o post, ela não requer uma alteração drástica dos sistemas legados, mas a construção de pontes, as interfaces de middleware, a fim de agilizar o processo e reduzir riscos.
Não. Um dos pontos da pesquisa de Nathan Furr e Andrew Shipilov, professores do INSEAD, é que a tecnologia digital não está mais no domínio isolado da TI e hoje é aplicada em todas as partes da cadeia de valor das empresas. O foco principal deve ser o cliente, e não a tecnologia em si.
A transformação digital não requer compras de startups. Empresas inteligentes constroem um relacionamento híbrido, forte o suficiente para aprender e encontrar sinergias, mas fraco o bastante para evitar a destruição da cultura de startup.
Para Nathan Furr e Andrew Shipilov, a chave tem sido o foco nas necessidades do cliente, a flexibilidade organizacional, o respeito à mudança incremental e a consciência de que novas habilidades e tecnologias devem ser adquiridas e também protegidas, algo que as melhores empresas tradicionais sempre fizeram bem.
📚 Conteúdos complementares recomendados
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- Gestão da logística na era digital: Ou seja, o tema aplicado à operação.
- A importância da tecnologia na supply chain: Por fim, onde a tecnologia gera valor.
Por: Eduardo Banzato

