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IMAM Blog Engenharia de Produção e Operações Análise sistemática da movimentação (SHA): os seis passos

Engenharia de Produção e Operações

Análise sistemática da movimentação (SHA): os seis passos

  • Por Eduardo Banzato
  • Publicado em 13/10/2026
  • Atualizado em 22/10/2026
  • 5 min de leitura
Capa do artigo do acervo técnico da IMAM sobre análise sistemática da movimentação
Sumário executivo

Análise sistemática da movimentação em resumo: A análise sistemática da movimentação (SHA) é um método de 1969 para decidir como mover cada material de um ponto a outro. Ela tem seis passos: classificar os materiais, analisar os movimentos, visualizar os movimentos, definir propostas, selecionar a melhor e detalhar a implantação, com custos e fatores intangíveis.

Os projetos de engenharia industrial geraram uma base de conhecimento que vale reaproveitar. Por isso, os engenheiros criaram modelos que conduzem o trabalho de forma metódica, passo a passo. Um deles é a análise sistemática da movimentação, conhecida pela sigla SHA (systematic handling analysis).

Este artigo, baseado no acervo técnico da IMAM, apresenta as metodologias mais usadas e detalha os seis passos da SHA. Entre os benefícios estão a gestão do conhecimento, a redução de riscos, a produtividade e a consistência.

Metodologias sistemáticas na engenharia industrial

Atualmente, o mercado conta com várias metodologias consagradas. Entre elas, destacam-se o planejamento sistemático de layout (SPL), a análise sistemática da movimentação (SHA) e a análise de modo e efeito de falha (FMEA). Além disso, há a engenharia e análise de valor (EAV), com foco na relação entre função e custo, e a redução do tempo de troca de ferramenta (SMED).

Também fazem parte da lista o projeto para manufatura e montagem (DFMA), o planejamento de experimentos (DOE), o método de mensuração de tempo (MTM) e o controle estatístico do processo (CEP). Por fim, há o kaizen blitz, uma semana prática no chão de fábrica.

Ilustração do artigo sobre análise sistemática da movimentação, do acervo técnico da IMAM (figura 1)

Os seis passos da análise sistemática da movimentação

Como movimentar um material de um ponto a outro? Afinal, essa é a questão básica da movimentação de materiais. A partir dela, o método foi desenvolvido em 1969, com seis passos encadeados.

Passo 1 da análise sistemática da movimentação: classificar

Primeiro, identifique o que é movimentado, como produtos, peças e componentes. Em seguida, veja quais itens são parecidos e podem seguir o mesmo método. Por fim, coloque cada item em uma classe de material, com base em características físicas e não físicas. O resultado é uma lista de materiais com a classe de cada um.

Passo 2: analise os movimentos

Em seguida, defina a unidade de medida do movimento, como peso, tambores ou paletes. Além disso, identifique as rotas de coleta e de depósito e registre a quantidade movimentada em cada rota, por classe. Afinal, não dá para escolher o melhor método sem saber quanto material passa em cada rota. O resultado é um resumo de todos os movimentos.

Passo 3: visualize os movimentos

Neste passo, desenhe o espaço envolvido e marque as áreas de origem e de destino. Então, ligue cada origem ao destino com linhas que indicam a quantidade movimentada, a classe e a direção. Assim, o diagrama mostra como as rotas se relacionam e revela chances de integrá-las.

Passo 4 da análise sistemática da movimentação: propostas

Este é, portanto, o coração do problema. Para cada classe e rota, escolha o melhor método de movimentação. Em seguida, monte três ou quatro planos alternativos viáveis. A tabela mostra como a distância e a quantidade orientam o tipo de equipamento.

DistânciaQuantidadeEquipamento indicado
CurtaBaixaMovimentação simples
LongaBaixaTransporte simples
CurtaAltaMovimentação complexa
LongaAltaTransporte complexo

Nesse critério, equipamentos de movimentação apanham e depositam, enquanto os de transporte fazem viagens. Da mesma forma, os simples são baratos, e os complexos custam mais.

Passo 5: selecione a melhor proposta

Agora, compare os planos em duas análises: custos e fatores intangíveis. Para isso, obtenha dos fornecedores o investimento e o custo de operação dos equipamentos. Depois, monte uma planilha com os custos de cada plano e outra com benefícios intangíveis e riscos. Desse modo, mais pessoas participam da decisão, que fica objetiva e imparcial.

Passo 6: detalhe e implemente

Por fim, liste tudo o que falta para implantar o plano: especificações dos equipamentos, fornecimento, projetos de instalação, treinamentos e verificação do desempenho. Além disso, defina um responsável e um prazo para cada tarefa e acompanhe o andamento. Por exemplo, um gráfico de Gantt mostra quem faz o quê e até quando.

Ilustração do artigo sobre análise sistemática da movimentação, do acervo técnico da IMAM (figura 2)

O que cada passo da análise sistemática da movimentação entrega

PassoResultado
1. ClassificarLista de materiais com a classe de cada um
2. AnalisarResumo dos movimentos de cada classe em cada rota
3. VisualizarDiagrama com todos os movimentos sobre todas as rotas
4. ProporUnidade de transporte e equipamento para todos os movimentos
5. SelecionarPlano de movimentação aprovado
6. ImplementarEspecificações detalhadas e plano de compras e instalação

Fonte: acervo técnico da IMAM, revista intraLOGÍSTICA. Conheça também a IMAM Consultoria.

Conclusão

A análise sistemática da movimentação transforma uma pergunta simples, como mover um material, em um roteiro de seis passos. Assim, a escolha do equipamento deixa de ser palpite e passa a se apoiar em dados, custos e fatores intangíveis. Em resumo, as metodologias sistemáticas fazem parte da evolução da engenharia industrial.

Conteúdos complementares recomendados

  • Projeto de layout: O planejamento do arranjo físico que define as rotas.
  • O que é SMED: Outra metodologia sistemática citada no artigo.
  • Equipamentos de movimentação manual: Os equipamentos simples para curtas distâncias.
3 visualizações

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